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TikTok amplia rastreamento fora do aplicativo e levanta alerta sobre privacidade digital

Ferramenta chamada pixel permite coleta de dados em sites externos, inclusive sensíveis; especialistas orientam usuários a reforçar proteção no navegador
Por: Redação
16 de fevereiro de 2026 - 8:37 AM

O TikTok ampliou sua capacidade de rastrear usuários fora do próprio aplicativo por meio de atualizações no chamado “pixel”, ferramenta usada por empresas para monitorar comportamento online. A mudança reacende o debate sobre privacidade digital, especialmente porque a coleta pode atingir até pessoas que nunca criaram conta na plataforma.

Segundo especialistas ouvidos pela BBC, o pixel atualizado coleta informações de forma mais abrangente do que versões anteriores e pode capturar dados enviados automaticamente por sites a outros serviços de publicidade, como o Google. Isso inclui informações potencialmente sensíveis, como buscas relacionadas a saúde, fertilidade e apoio psicológico.

Como funciona o pixel
Pixels de rastreamento são pequenos códigos inseridos em sites para monitorar ações do usuário, como cliques, compras e preenchimento de formulários. Eles ajudam empresas a medir a eficácia de anúncios e direcionar publicidade personalizada.

No caso do TikTok, o pixel permite que a plataforma acompanhe o que o usuário faz após visualizar um anúncio. Se a pessoa sai do aplicativo e realiza uma compra em outro site, por exemplo, a ação pode ser registrada para fins de marketing.

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Especialistas apontam que a novidade amplia o alcance da rede publicitária do TikTok, tornando a plataforma mais atrativa para anunciantes e expandindo sua presença em páginas da internet.

Coleta de dados mesmo sem conta
Um dos pontos que mais geram preocupação é que o rastreamento pode ocorrer independentemente de o usuário ter conta no TikTok. Quando um site utiliza o pixel, os dados de todos os visitantes podem ser compartilhados com a plataforma.

A empresa afirma que proíbe o envio de informações sensíveis e que orienta os sites a cumprir as leis de proteção de dados. Também destaca que disponibiliza configurações de privacidade para usuários controlarem a coleta de informações.

Debate regulatório
Especialistas em privacidade digital argumentam que o problema vai além de uma única empresa. Segundo levantamento citado na reportagem, rastreadores do TikTok estão presentes em cerca de 5% dos principais sites do mundo. Para comparação, ferramentas do Google aparecem em aproximadamente 72% desses sites, e as da Meta em cerca de 21%.

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Para entidades que monitoram o setor, o avanço dessas tecnologias reforça a necessidade de regulamentações mais rígidas sobre publicidade digital e proteção de dados.

Como reduzir o rastreamento
Embora não seja possível eliminar totalmente a coleta de dados, especialistas indicam medidas práticas que podem reduzir a exposição:

Utilizar navegadores com foco em privacidade, como DuckDuckGo ou Brave
Optar por Firefox ou Safari, considerados mais restritivos que o Chrome
Instalar extensões bloqueadoras de rastreadores, como Privacy Badger, Ghostery ou uBlock Origin
Evitar usar as mesmas informações pessoais em múltiplos serviços
Mesmo com essas ações, parte do compartilhamento de dados pode ocorrer nos bastidores, por meio de trocas diretas entre servidores de empresas e plataformas de publicidade.

Contexto e impacto
A atualização do pixel ocorreu após mudanças societárias nas operações do TikTok nos Estados Unidos, o que reacendeu discussões sobre governança, transparência e segurança da informação.

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Para usuários de cidades como Piracicaba, onde o acesso à internet e o comércio eletrônico crescem ano a ano, o tema reforça a importância da educação digital. Compreender como funcionam os mecanismos de rastreamento é passo fundamental para decisões mais conscientes sobre privacidade online.

A discussão evidencia um desafio global: equilibrar inovação tecnológica, modelo de negócios baseado em publicidade e proteção efetiva dos dados pessoais.

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