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Queda no preço do suíno vivo preocupa produtores do interior de SP, aponta estudo da USP

Levantamento do Cepea, em Piracicaba, mostra recuo de até 20% nas cotações em fevereiro; setor acompanha impactos da guerra no Oriente Médio.
Por: Redação
7 de março de 2026 - 9:37 AM

Os preços do suíno vivo registraram queda significativa em fevereiro de 2026 nas principais regiões produtoras do interior de São Paulo, incluindo Piracicaba. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP, aponta recuos que chegam a 20% no período.

De acordo com os pesquisadores, a desvalorização está relacionada principalmente à menor procura da indústria por lotes de animais no mercado independente, o que provocou um desequilíbrio entre oferta e demanda.

Na praça conhecida como SP-5 — que inclui Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba — o suíno vivo foi negociado, em média, a R$ 6,91 por quilo em fevereiro. No mês anterior, o valor era de R$ 8,24 por quilo, uma queda superior a 16%.

Na comparação com fevereiro de 2025, quando o produto era vendido a R$ 8,66 por quilo, a desvalorização chega a cerca de 20%, segundo o Cepea.

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Conflito internacional aumenta incertezas
Além da retração da demanda interna, pesquisadores apontam que o cenário internacional também tem influenciado o setor. O conflito no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã, tem gerado preocupação entre produtores e exportadores brasileiros.

Embora a região não seja um grande destino para a carne suína brasileira, o Cepea destaca que a instabilidade geopolítica pode afetar rotas comerciais estratégicas e elevar custos logísticos.

Segundo os analistas, o possível fechamento de canais de transporte marítimo e o aumento no preço de fretes e seguros podem impactar as exportações, criando incertezas para o mercado.

Carcaça suína teve alta
Enquanto o preço do animal vivo recuou, a carcaça suína registrou aumento em fevereiro, com alta de 10,8% em relação a janeiro, chegando a R$ 13,20 por quilo.

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O comportamento distinto entre os dois indicadores reflete ajustes no mercado e nas negociações entre produtores e frigoríficos.

Histórico recente do setor
O Cepea lembra que, no segundo semestre de 2025, o mercado da suinocultura viveu um período de valorização. Em setembro daquele ano, o suíno vivo chegou a R$ 9,25 por quilo, o maior valor registrado no período.

Esse cenário foi favorecido pela redução no preço do farelo de soja, importante insumo da alimentação animal, que registrou queda de cerca de 21,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Segundo os pesquisadores, os próximos meses devem ser acompanhados com atenção por produtores e empresas do setor, diante das oscilações da demanda interna e das incertezas no cenário internacional.

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