O preço médio dos combustíveis voltou a subir em Minas Gerais pela terceira semana consecutiva, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Entre os dias 15 e 21 de março, o maior avanço foi registrado no diesel, com alta de 8,92%.
Na sequência, apareceram a gasolina comum, com aumento de 2,22%, a gasolina aditivada, com 2,14%, e o etanol, com 1,91%.
Segundo a reportagem, a elevação dos preços está ligada ao conflito no Oriente Médio, após ofensivas dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que respondeu com ataques a bases norte-americanas e bloqueou o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
Diesel acumula maior avanço desde o início da guerra
Em Minas Gerais, o diesel foi o combustível com maior impacto desde o começo da crise, em 28 de fevereiro. O preço médio do litro passou de R$ 5,89, na semana de 1º a 7 de março, para R$ 7,20, no período entre 15 e 21 de março. Isso representa alta acumulada de 22,24%, ou R$ 1,31 por litro.
No mesmo intervalo, os preços médios no estado ficaram assim:
Etanol: de R$ 4,61 para R$ 4,79
Gasolina aditivada: de R$ 6,33 para R$ 6,68
Gasolina comum: de R$ 6,05 para R$ 6,42
Diesel: de R$ 5,89 para R$ 7,20
Belo Horizonte também registra aumento
Na capital mineira, o diesel também teve nova alta. O litro subiu de R$ 6,44 para R$ 6,75 na última semana analisada, avanço de 4,81%. Desde o início da guerra, a alta acumulada chega a 14%.
Em Belo Horizonte, os preços médios entre 1º e 21 de março foram:
Etanol: de R$ 4,54 para R$ 4,79
Gasolina aditivada: de R$ 6,20 para R$ 6,70
Gasolina comum: de R$ 5,86 para R$ 6,36
Diesel: de R$ 5,89 para R$ 6,75
Governo tenta conter pressão sobre o diesel
Para tentar reduzir os efeitos da disparada internacional do petróleo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou isenção de tributos federais e subvenção a produtores e importadores de diesel. Mesmo assim, a Petrobras elevou em 16% o preço do combustível nas refinarias, acompanhando a valorização do barril no mercado externo.
Distribuidoras alertam para risco de abastecimento
A reportagem também informa que o Sindicom, entidade que representa grandes distribuidoras de combustíveis, encaminhou ofício ao governo federal alertando para riscos de desabastecimento no país. O sindicato pediu medidas para que a Petrobras retome os leilões de diesel e gasolina e defendeu maior previsibilidade regulatória e clareza na política de preços.
No cenário nacional, o diesel teve preço médio de R$ 7,26 por litro na semana, enquanto a gasolina ficou em R$ 6,65 e o etanol em R$ 4,70.





