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Polícia apura se adolescentes envolvidos na morte do cão Orelha tentaram afogar outro animal em SC

Investigação indica tentativa de afogamento de um vira-lata caramelo na Praia Brava; cão sobreviveu e foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil
Por: Redação
27 de janeiro de 2026 - 9:38 AM

A investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, espancado na Praia Brava, em Florianópolis, teve novo desdobramento nesta segunda-feira (26). A Polícia Civil de Santa Catarina apura se o mesmo grupo de adolescentes suspeito do crime também tentou matar outro cachorro da região, um vira-lata caramelo, levado ao mar em uma tentativa de afogamento no mesmo dia.

Segundo a corporação, o segundo animal conseguiu escapar e foi encontrado posteriormente em boas condições de saúde. O cachorro foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, que confirmou a informação e afirmou que acompanha pessoalmente o andamento das investigações.

A nova linha de apuração levou à deflagração de uma operação especial, com atuação conjunta da Delegacia de Proteção Animal e do Departamento de Investigação Criminal. De acordo com a polícia, os adolescentes já identificados por envolvimento na agressão que resultou na morte de Orelha também são investigados pela tentativa contra o outro cão.

Além dos atos infracionais atribuídos aos adolescentes, a Polícia Civil investiga uma denúncia de coação de testemunha supostamente praticada pelo pai de um dos jovens, que é policial civil. O delegado-geral afirmou que, caso seja comprovada a participação de um adulto, medidas judiciais serão adotadas.

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O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, determinou prioridade na apuração do caso. Conforme informado, a magistrada inicialmente responsável pelo processo se declarou impedida, e um novo juiz assumiu a análise de pedidos de busca e apreensão e outras medidas cautelares. O Ministério Público estadual acompanha o inquérito, que tramita sob sigilo por envolver menores de idade.

A repercussão do caso também chegou à Assembleia Legislativa. O deputado estadual Mário Motta propôs a criação de uma estátua em homenagem ao cão Orelha, como forma de preservar sua memória e simbolizar o combate à violência contra animais. Um abaixo-assinado foi lançado para apoiar a iniciativa.

As investigações seguem em andamento, com coleta de depoimentos e análise de imagens de câmeras de segurança na região da Praia Brava.

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