No julgamento do núcleo 3 da trama golpista investigada pelo Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes votou pela condenação de 9 dos 10 réus acusados de integrar o grupo responsável por espalhar desinformação sobre o sistema eletrônico de votação. Para o ministro houve intenção deliberada de difundir mentiras em larga escala com o propósito de desacreditar as urnas eletrônicas e provocar um cenário de caos social.
Moraes considerou parcialmente procedente a ação apresentada pela Procuradoria Geral da República. No voto ele decidiu absolver o general da reserva Estevam Cals Theophilo por falta de provas robustas que sustentassem sua participação. Também propôs penas mais brandas para Ronald Ferreira de Araújo Júnior e Márcio Nunes de Resende Júnior que segundo o ministro devem responder pelos crimes de incitação e associação criminosa.
Para os demais réus Moraes apontou materialidade e autoria suficientes e os enquadrou nos seguintes crimes. Organização criminosa armada tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito golpe de Estado dano qualificado contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Ao apresentar seu voto o ministro afirmou que o grupo elaborou e difundiu uma campanha de desinformação massiva sobre fraudes nas urnas como estratégia para atacar a Justiça Eleitoral e mobilizar a população contra as instituições democráticas. Segundo Moraes o objetivo central era alimentar a ruptura institucional e sustentar uma narrativa golpista.
O julgamento segue na Corte com os demais ministros devendo apresentar seus votos nos próximos dias.





