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Governo prepara medidas para evitar greve de caminhoneiros e reduzir tensão no setor

Plano inclui reforço na fiscalização do frete e pressão sobre estados para baixar ICMS do diesel
Por: Redação
18 de março de 2026 - 7:48 AM

O governo federal deve anunciar nesta quarta feira (18) um pacote de medidas para tentar evitar uma greve nacional de caminhoneiros. A iniciativa ocorre em meio à crescente pressão da categoria, impulsionada pelo aumento no preço dos combustíveis e pela insatisfação com o valor do frete.

O anúncio será feito pelo Ministério dos Transportes e pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com foco no reforço da fiscalização da tabela do piso mínimo do frete.

Fiscalização do frete e combate a irregularidades
Uma das principais ações previstas é ampliar o controle sobre o cumprimento da tabela de frete, criada em 2018. A norma estabelece valores mínimos com base na distância, tipo de carga e características do veículo.

Segundo representantes da categoria, a falta de fiscalização tem permitido descumprimentos frequentes, agravando a situação financeira dos caminhoneiros, especialmente diante da alta do diesel.

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Pressão sobre estados e debate do ICMS
Outra frente do governo envolve o Ministério da Fazenda, que pretende intensificar a pressão sobre os estados para reduzir o ICMS sobre os combustíveis.

O tema será discutido em reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A União estuda, inclusive, propor formas de compensação financeira para os estados que aceitarem reduzir o imposto.

Apesar disso, secretários estaduais de Fazenda já sinalizaram resistência à medida, por conta do impacto na arrecadação.

Contexto político e risco de desabastecimento
A possível paralisação preocupa o Palácio do Planalto não apenas pelos efeitos econômicos, mas também pelo impacto político. O governo teme um cenário de desabastecimento semelhante ao de 2018, que afetou diversos setores do país.

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A situação ocorre em um ambiente político sensível, com disputas eleitorais e tensões entre governo federal e estados.

Pressão da categoria
Lideranças dos caminhoneiros afirmam que, sem uma resposta concreta do governo, a paralisação pode ocorrer ainda nesta semana.

Segundo representantes do setor, o aumento dos custos tem tornado a atividade inviável. A avaliação é de que, mesmo sem uma greve formal, muitos motoristas podem interromper as atividades por falta de condições financeiras.

Próximos passos
O pacote anunciado nesta quarta feira será decisivo para medir a reação da categoria e a possibilidade de evitar uma paralisação nacional.

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O cenário segue em aberto, com negociações em andamento e risco de impactos diretos na economia e no abastecimento.

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