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Correios colocam imóveis à venda e esperam arrecadar até R$ 1,5 bilhão

Estatal inicia leilões de ativos considerados ociosos como parte do plano de reestruturação financeira; imóveis estão distribuídos por vários estados, incluindo São Paulo.
Por: Redação
9 de fevereiro de 2026 - 10:30 AM

Os Correios deram início a uma nova fase do plano de reestruturação financeira com a venda de imóveis próprios considerados ociosos em diferentes regiões do país. A estatal estima arrecadar até R$ 1,5 bilhão até dezembro de 2026, recurso que deverá ser utilizado para fortalecer as operações logísticas e modernizar a infraestrutura da empresa.

Os primeiros leilões estão marcados para os dias 12 e 26 de fevereiro, com a oferta inicial de 21 imóveis. Todo o processo será realizado de forma digital, com participação aberta a pessoas físicas e jurídicas.

Segundo os Correios, a iniciativa tem como objetivo reduzir custos fixos e recompor a capacidade de investimento, sem prejuízo à prestação de serviços à população.

Imóveis em vários estados
Nesta primeira etapa, o portfólio inclui imóveis localizados em estados como Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo.

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Entre os ativos colocados à venda estão prédios administrativos, antigos centros operacionais, terrenos, galpões, lojas e apartamentos funcionais. Os valores iniciais variam de R$ 19 mil a R$ 11 milhões, o que, segundo a empresa, permite atrair investidores de diferentes perfis.

Outros imóveis classificados como ociosos ainda passam por avaliação e devem ser incluídos em novas rodadas de leilão ao longo do ano.

Reestruturação e cenário do setor
A alienação de ativos faz parte de um plano mais amplo de reequilíbrio econômico financeiro dos Correios, que prevê ações de curto, médio e longo prazos. Entre as medidas estão a revisão de estruturas internas, otimização de despesas e modernização das operações logísticas.

A estatal destaca que a estratégia busca adequar a empresa às mudanças do setor postal, marcado pela queda no volume de correspondências tradicionais e pelo crescimento das encomendas impulsionadas pelo comércio eletrônico.

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Nesse contexto, a venda de imóveis subutilizados é vista como uma forma de liberar recursos para áreas consideradas estratégicas e ampliar a competitividade da empresa no mercado logístico.

Os editais, cronograma e descrições detalhadas dos imóveis estão disponíveis nos canais oficiais dos Correios e da leiloeira responsável pelos certames.

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