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União Europeia suspende importações de carnes e produtos de origem animal do Brasil

Embargo entra em vigor nesta quinta-feira (3) e afeta exportações de carnes bovina, suína e de frango, além de mel, ovos e pescados; governo brasileiro negocia a retomada das vendas
Por: Redação
3 de setembro de 2026 - 9:20 AM

Entrou em vigor nesta quinta-feira (3) o embargo da União Europeia às importações de produtos de origem animal do Brasil. A medida impede a exportação de carnes bovina, suína e de frango, além de mel, ovos e pescados para os 27 países do bloco europeu.

A decisão foi anunciada pela União Europeia em maio, após o Brasil ser retirado da lista de países considerados em conformidade com as regras europeias para o controle do uso de antimicrobianos na pecuária. Segundo o bloco, o veto não está relacionado à qualidade da carne brasileira, mas ao sistema de fiscalização adotado pelo país sobre essas substâncias.

Auditoria pode definir próximos passos
Durante esta semana, técnicos da União Europeia realizam auditorias nas cadeias produtivas de frango e mel no Brasil. A inspeção deve ser concluída até sexta-feira (4), mas a análise do relatório poderá levar cerca de dois meses.

Em nota, a Comissão Europeia afirmou que trabalha em conjunto com as autoridades brasileiras para que as exigências sejam atendidas e as exportações possam ser retomadas assim que houver comprovação da conformidade.

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Carne bovina deve levar mais tempo para voltar
Mesmo que o embargo seja revertido, a retomada das exportações de carne bovina não deve ocorrer antes de dois anos. Isso porque os novos protocolos exigem o rastreamento completo do animal desde o nascimento até o abate, comprovando que não houve uso de antimicrobianos proibidos durante todo o ciclo produtivo.

No caso da carne de frango, o processo pode ser mais rápido, já que o ciclo de produção é de aproximadamente 45 dias.

Setor vê impacto em mercado estratégico
Representantes do agronegócio afirmam que a União Europeia representa uma parcela relativamente pequena das exportações brasileiras de carne bovina, mas é considerada um mercado estratégico por adquirir cortes de maior valor agregado.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou que trabalha em conjunto com o governo federal para restabelecer o fluxo comercial o quanto antes. Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) acredita que, caso o embargo ao frango seja mantido, parte da produção poderá ser redirecionada para o mercado interno e para outros países compradores.

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Mel também é afetado
O embargo também interrompe as exportações brasileiras de mel para a União Europeia. Segundo representantes do setor, as vendas ao bloco europeu vinham crescendo nos últimos meses após a redução das exportações para os Estados Unidos.

Produtores afirmam que o controle europeu busca evitar resíduos de antimicrobianos e que o mel brasileiro destinado à exportação é, em sua maioria, certificado como orgânico.

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