O preço do ovo registrou aumento de 21% em março de 2026, período marcado pela Quaresma, quando cresce a procura por proteínas alternativas à carne vermelha. Apesar da alta, a média de preços é a mais baixa para o período nos últimos quatro anos.
Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que o polo produtor de Bastos, no interior de São Paulo, opera com valores considerados atipicamente baixos, o que ajuda a conter os gastos das famílias mesmo diante da elevação sazonal.
Histórico de queda influencia cenário atual
A explicação para o comportamento dos preços está no desempenho do mercado ao longo de 2025. Segundo pesquisadores do Cepea, o ano passado foi marcado por sucessivas quedas nos valores do ovo, criando um efeito acumulado que impactou diretamente o início de 2026.
Janeiro registrou a menor média de preços para o mês em seis anos em diversas regiões acompanhadas, estabelecendo uma base baixa que nem mesmo a valorização típica de fevereiro e março conseguiu superar.
Oferta elevada e demanda em ajuste
O cenário indica um mercado com oferta robusta ou uma demanda que demorou a reagir após o ciclo de desvalorização. Para produtores, o desafio tem sido equilibrar a rentabilidade, já que a receita média permanece abaixo de anos anteriores, mesmo com a alta recente.
Para o consumidor, o resultado é positivo: apesar do aumento pontual durante a Quaresma, o ovo segue como uma das proteínas mais acessíveis no país.





