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Alta do diesel eleva custos no agronegócio e pressiona produção no campo

Combustível já acumula alta superior a 20% e pode gerar impacto bilionário nas principais culturas agrícolas do país
Por: Redação
22 de abril de 2026 - 2:05 PM

A recente alta do diesel no Brasil já começa a impactar diretamente os custos de produção no agronegócio. Em pouco mais de um mês, o combustível acumulou aumento superior a 23%, refletindo principalmente a valorização do petróleo em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Levantamento com base em dados da CNA, Cepea e Farsul aponta que o encarecimento do diesel pode adicionar cerca de R$ 7,2 bilhões aos custos do setor. O impacto varia conforme o nível de mecanização das lavouras e o volume de operações agrícolas.

Impacto varia entre culturas
O efeito do aumento não é uniforme. Culturas que demandam maior uso de máquinas e transporte tendem a ser mais afetadas.

A cana-de-açúcar lidera o impacto, com aumento de até R$ 355 por hectare. Em seguida aparece o arroz, com custo adicional de cerca de R$ 203 por hectare, impulsionado também pelo uso de sistemas de irrigação.

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Já culturas como soja, milho e trigo apresentam impactos menores, variando entre R$ 40 e R$ 75 por hectare. Nesses casos, o menor número de operações e ganhos de escala ajudam a reduzir o peso do diesel no custo final.

Momento agrava pressão
O aumento ocorre em um período estratégico para o campo, entre a colheita e o plantio, quando há maior uso de maquinário agrícola. Isso intensifica o consumo de combustível e amplia a pressão sobre as margens dos produtores.

Além disso, nem sempre os preços das commodities acompanham essa alta de custos, o que pode reduzir a rentabilidade das lavouras.

Risco de impacto maior
Caso o preço do diesel continue em alta, o impacto pode ultrapassar R$ 14 bilhões, segundo estimativas do setor. Nesse cenário, o combustível passa a ser um dos principais fatores de risco para o agronegócio em 2026.

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A tendência é que o aumento influencie decisões de plantio, estrutura de custos e até a oferta de alimentos nos próximos meses.

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