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Agropecuária cresce 11,7% em 2025 e lidera avanço do PIB brasileiro

Com colheitas recordes de soja e milho e forte desempenho da pecuária, setor foi responsável por um terço da expansão econômica do país no ano passado.
Por: Redação
5 de março de 2026 - 8:11 AM

A agropecuária brasileira registrou crescimento de 11,7% em 2025, impulsionando a expansão de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país no período. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça feira (3).

Entre os principais setores da economia, o agro teve o melhor desempenho. No mesmo período, a indústria cresceu 1,4% e o setor de serviços avançou 1,8%.

Segundo Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, a agropecuária foi responsável por 33% de todo o crescimento econômico brasileiro em 2025, tornando se a atividade que mais contribuiu para o avanço do PIB.

O resultado foi impulsionado principalmente por safras recordes de grãos, especialmente soja e milho, além do bom desempenho da pecuária.

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Safras recordes e aumento das exportações
Em 2025, o Brasil colheu 350,2 milhões de toneladas de grãos, o maior volume da história. A produção de milho cresceu 23,6%, enquanto a soja avançou 14,6%, segundo o IBGE.

O aumento da produção também impulsionou as exportações. A soja bateu recorde de embarques, com 108,2 milhões de toneladas exportadas, alta de 9,5% em relação ao ano anterior.

Um dos fatores que contribuíram para esse crescimento foi a guerra comercial entre Estados Unidos e China. Com a redução das compras chinesas de grãos norte americanos, parte da demanda foi direcionada ao Brasil.

Pecuária também bate recordes
A pecuária brasileira também teve desempenho histórico. Em 2025, o país se tornou o maior produtor mundial de carne bovina, superando os Estados Unidos pela primeira vez.

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As exportações de carne bovina chegaram a 3,5 milhões de toneladas, crescimento de 20,9% em relação a 2024. O número de animais abatidos também atingiu um recorde, com 42,3 milhões de cabeças de gado.

Recuperação após perdas climáticas
O crescimento do setor também representa uma recuperação após as perdas de 2024, quando eventos climáticos extremos, como secas e enchentes, afetaram produções importantes, incluindo soja, milho, cana de açúcar e laranja.

Em 2025, a ausência de problemas climáticos relevantes e custos de produção menores, aliados a ganhos de produtividade, favoreceram o desempenho do setor.

Expectativa para 2026
Após um ano de resultados históricos, especialistas projetam desaceleração da agropecuária em 2026. O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) estima uma leve queda de 0,2%, considerada um cenário de estabilidade.

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Entre os fatores que podem reduzir o ritmo do setor está a diminuição do abate de gado, já que produtores devem reter mais fêmeas para reprodução.

Na agricultura, a previsão é de crescimento mais moderado da soja e possível queda na produção de milho.

Mesmo assim, analistas do mercado avaliam que as exportações agrícolas brasileiras devem continuar fortes, o que pode manter o agronegócio como um dos pilares da economia nacional.

Impacto no peso do agro na economia
Embora tenha liderado o crescimento do PIB, a agropecuária representa 7,1% da economia brasileira quando se consideram apenas as atividades primárias.

Quando entram na conta serviços, comércio e indústria ligados ao agronegócio, o peso do setor sobe para cerca de 23% do PIB, segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Para cidades do interior paulista, como Piracicaba, o desempenho do agro também tem impacto direto na economia local, especialmente em cadeias ligadas à produção de grãos, cana de açúcar, logística e tecnologia agrícola.

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