As exportações brasileiras de carne suína seguiram em alta no mês de abril e consolidaram um primeiro quadrimestre histórico para o setor. Dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que o Brasil embarcou 140 mil toneladas da proteína no período, crescimento de 8,3% em relação ao mesmo mês de 2025.
O desempenho financeiro também avançou. A receita obtida com os embarques chegou a US$ 328,2 milhões, resultado 8,8% superior ao registrado no ano passado.
No acumulado entre janeiro e abril, o país exportou 532,2 mil toneladas de carne suína, volume 14,2% maior na comparação anual. Em faturamento, o setor já soma US$ 1,244 bilhão, alta de 14,1%.
Segundo a ABPA, o resultado confirma a manutenção da demanda internacional pela proteína brasileira, especialmente em mercados asiáticos.
Filipinas e Japão lideram crescimento
As Filipinas seguem como principal destino da carne suína brasileira e ampliaram em 20,6% as compras em abril. O maior destaque, porém, foi o Japão, que registrou crescimento de 131,9% nas importações do produto brasileiro.
O avanço japonês é visto pelo setor como estratégico por representar maior inserção do Brasil em mercados considerados mais exigentes e de maior valor agregado.
Em contrapartida, alguns compradores tradicionais reduziram os pedidos. A China apresentou queda de 21,6% nas aquisições, enquanto Hong Kong e México também registraram retração.
Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho positivo na Ásia compensa a reorganização observada em outros mercados.
“O fluxo internacional segue bastante positivo, especialmente pela ampliação da demanda asiática. O comportamento favorável em mercados de maior valor agregado reforça nossas projeções otimistas para o fechamento de 2026”, afirmou.





