Os principais bancos do país informaram que vão aderir ao programa Novo Desenrola Brasil, lançado oficialmente pelo governo federal nesta semana para ampliar a renegociação de dívidas de famílias brasileiras. As instituições, no entanto, afirmam que ainda realizam ajustes operacionais e tecnológicos antes do início efetivo das renegociações.
A Medida Provisória que regulamenta o programa foi publicada na segunda-feira (4) e já está em vigor.
O objetivo do Novo Desenrola é facilitar a regularização de débitos por meio de descontos, juros menores e parcelamentos ampliados. A expectativa do governo federal é renegociar até R$ 58 bilhões em dívidas.
Quem pode participar
O programa é destinado a pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente atualmente a R$ 8.105.
As renegociações incluem dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e com atraso entre 90 dias e dois anos. Entram na nova fase do programa débitos ligados a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
Os descontos podem chegar a até 90% do valor da dívida, com juros limitados a 1,99% ao mês e parcelamento em até 48 meses, dependendo da instituição financeira.
Bancos ajustam plataformas
Os bancos informaram que o acesso ao programa será feito pelos canais oficiais das instituições, como aplicativos, sites, agências e centrais de atendimento.
O Itaú Unibanco informou que disponibilizará as ofertas de renegociação em seus canais digitais e parceiros credenciados assim que concluir a implementação operacional do programa.
O Santander declarou que já realiza testes para iniciar o atendimento aos clientes “o mais brevemente possível”.
O Bradesco afirmou que aguarda autorizações do Fundo de Garantia de Operações (FGO) para iniciar as renegociações. Enquanto isso, o banco abriu um pré cadastro para interessados no programa.
Já BTG Pactual, Banco Pan e C6 Bank disseram que acompanham a regulamentação e trabalham na integração tecnológica necessária para adesão ao Novo Desenrola.
Objetivo é reduzir inadimplência
O governo federal aposta no programa como uma medida para reduzir o endividamento das famílias e estimular o acesso ao crédito no país.
Além dos clientes enquadrados nas regras do governo, alguns bancos também anunciaram programas próprios de renegociação para consumidores que não atendam aos critérios do Desenrola.
A nova etapa do programa amplia o alcance das negociações e busca acelerar acordos em um cenário de alta inadimplência entre famílias brasileiras.





