O governo da China vetou a aquisição da empresa de inteligência artificial Manus pela Meta, negociação estimada em cerca de US$ 2 bilhões e concluída no fim do ano passado. A decisão foi anunciada de forma breve pelas autoridades chinesas, sem detalhamento dos motivos.
A Manus atua no desenvolvimento de agentes de inteligência artificial, sistemas capazes de executar tarefas de forma autônoma. Lançada em 2025, a empresa atingiu avaliação de US$ 500 milhões em apenas um mês, chamando atenção de grandes players do setor.
Disputa tecnológica em alta
O veto ocorre em um momento de intensificação da disputa entre China e Estados Unidos pelo domínio das tecnologias de inteligência artificial. O governo chinês tem adotado medidas para proteger dados, talentos e avanços tecnológicos considerados estratégicos.
Recentemente, autoridades do país também orientaram empresas locais de IA a rejeitar investimentos norte americanos, salvo em casos com aprovação explícita do governo.
Estratégia de proteção
A decisão é vista como parte de uma política mais ampla de controle sobre setores sensíveis, em linha com a preocupação chinesa em evitar o acesso estrangeiro a tecnologias consideradas críticas.
Por outro lado, a medida pode limitar a entrada de capital internacional, o que poderia acelerar o desenvolvimento dessas empresas.
Impacto no mercado
Para a Meta, o veto representa um obstáculo na disputa com concorrentes como Microsoft, Google, OpenAI e Anthropic. O segmento de agentes de inteligência artificial é considerado um dos mais promissores e pode atingir valor de mercado de US$ 182 bilhões até 2033.
A decisão reforça o cenário de crescente polarização tecnológica global, frequentemente comparado a uma nova Guerra Fria, agora centrada em dados, algoritmos e inovação.





