O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (24) a prisão dos cinco condenados que integravam o núcleo 2 da trama golpista investigada no país. Com a medida, todas as condenações relacionadas ao caso passam a ter execução definitiva, após o esgotamento dos recursos.
A decisão ocorre após o reconhecimento do trânsito em julgado, etapa em que não há mais possibilidade de contestação judicial. Os demais réus, pertencentes aos núcleos 1, 3 e 4, já haviam tido as prisões decretadas anteriormente.
Entre os condenados estão o general da reserva Mário Fernandes, com pena de 26 anos e seis meses de prisão, e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, condenado a 24 anos e seis meses. Também foram sentenciados Marcelo Câmara, Filipe Martins e Marília de Alencar, esta última com pena de 8 anos e 6 meses, inicialmente em regime domiciliar por 90 dias, com uso de tornozeleira eletrônica.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os investigados tiveram participação em diferentes frentes da articulação. As acusações incluem elaboração de minuta de golpe, monitoramento ilegal de autoridades, tentativa de interferência no processo eleitoral e levantamento de dados para operações da Polícia Rodoviária Federal durante as eleições de 2022.
As condenações foram definidas em dezembro do ano passado pela Primeira Turma do STF. No total, 29 pessoas já foram condenadas por envolvimento na trama, sendo que parte cumpre pena em regime fechado e outros em prisão domiciliar ou liberdade mediante acordos judiciais.
Três investigados seguem foragidos no exterior, com mandados de prisão ainda não cumpridos.





