Mais de 57 mil consultas e exames deixaram de ser realizados no primeiro trimestre de 2026 devido à ausência de pacientes, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde. O número representa um índice de 23,1% de faltas, considerado um dos principais desafios para reduzir as filas no sistema público.
Impacto direto nas filas
Entre janeiro e março, foram agendados 248.143 atendimentos, mas 57.332 pacientes não compareceram. As ausências geram desperdício de vagas que poderiam ser destinadas a outros usuários, ampliando o tempo de espera.
Com base nos dados de 2025, quando houve mais de 310 mil faltas, a Secretaria aponta que seria possível zerar a fila atual, estimada em 225.771 pessoas, caso os pacientes comparecessem aos atendimentos.
Atenção Básica concentra maior índice
Na Atenção Básica, porta de entrada do sistema, o índice de faltas chega a 26,7%, com 34.365 ausências em 128.845 consultas agendadas no período.
Já na Atenção Secundária, o absenteísmo foi de 17,3% nos exames e 20,4% nas consultas especializadas.
Entre as áreas mais afetadas estão Radiologia (38,85%), Terapia Ocupacional (38,62%), Nutrição (37,56%) e Psicologia (34,75%), com índices próximos de 40% de ausência.
Consequências para o sistema
Quando o paciente falta sem aviso, a vaga não pode ser reaproveitada. Além disso, o próprio usuário precisa retornar ao fim da fila para um novo agendamento, o que prolonga ainda mais o acesso ao atendimento.
O secretário de Saúde, Gustavo Aguiar, reforça a importância da conscientização da população. “Cada falta é uma oportunidade perdida de atender outra pessoa que está aguardando. Cancelar com antecedência é fundamental para que a vaga seja utilizada”, afirmou.
Orientação aos usuários
A Secretaria orienta que, em caso de impossibilidade de comparecimento, o cancelamento seja feito previamente pelo portal do SISS ou diretamente na unidade de saúde.
A medida simples pode evitar desperdício de vagas e contribuir para a redução das filas, ampliando o acesso ao atendimento público.





