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Governo inclui fertilizantes em programa de crédito de R$ 15 bilhões para fortalecer agro

Plano Brasil Soberano 2 amplia apoio à indústria de insumos e busca reduzir dependência externa do país
Por: Redação
17 de abril de 2026 - 4:25 AM

O governo federal incluiu a produção de fertilizantes e defensivos agrícolas entre os setores prioritários do Plano Brasil Soberano 2, que disponibiliza R$ 15 bilhões em crédito por meio do BNDES. A medida integra uma estratégia para fortalecer a indústria nacional e reduzir a dependência externa de insumos essenciais ao agronegócio.

Foco na produção nacional
A iniciativa amplia o escopo das políticas públicas ao priorizar não apenas o produtor rural, mas também a cadeia industrial ligada ao setor. Entre as atividades contempladas estão a fabricação de fertilizantes, defensivos agrícolas, produtos químicos e máquinas agrícolas.

Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, o que evidencia a vulnerabilidade do país diante de oscilações no mercado internacional.

Linhas de crédito
As linhas de financiamento devem ser abertas em até 30 dias. As taxas de juros variam entre 2% e 8% ao ano, conforme o tipo de operação e o porte da empresa.

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Os prazos podem chegar a cinco anos para capital de giro e até 20 anos para investimentos, com possibilidade de carência de até quatro anos.

Setores atendidos
O programa é voltado a três grupos principais:

empresas exportadoras afetadas por tarifas internacionais
setores industriais estratégicos, como químico e farmacêutico
companhias com atuação relevante em regiões impactadas por tensões geopolíticas
Contexto internacional
A medida ocorre em um cenário de instabilidade global, influenciado por conflitos no Oriente Médio e restrições comerciais. O objetivo é aumentar a resiliência da economia brasileira diante dessas pressões.

Impacto fiscal
Segundo o governo, as operações não devem impactar o resultado primário da União, já que os riscos serão assumidos pelo BNDES e pelas instituições financeiras envolvidas.

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Meta de longo prazo
A política está alinhada ao Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê ampliar a produção interna para atender entre 45% e 50% da demanda nacional até 2050.

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