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Projeto propõe novas regras para motoristas e entregadores de aplicativos

Texto em análise na Câmara prevê remuneração mínima, limite de taxas e inclusão em benefícios previdenciários
Por: Redação
9 de abril de 2026 - 9:10 AM

Um projeto de lei complementar em análise na Câmara dos Deputados propõe regulamentar o trabalho de motoristas e entregadores por aplicativos, com a criação de regras sobre remuneração, transparência e proteção social. A proposta pode ser votada já na próxima semana.

O texto estabelece que plataformas digitais deverão garantir pagamento mínimo aos entregadores, com valores a partir de R$ 8,50 por serviço em trajetos curtos ou remuneração baseada no tempo trabalhado, equivalente ao valor hora de dois salários mínimos.

Para motoristas, a proposta limita a taxa cobrada pelas plataformas a no máximo 30%. Em caso de cobrança mensal fixa, o percentual não poderá ultrapassar 15% por corrida.

Direitos e proteção
O projeto também prevê a inclusão dos trabalhadores no Regime Geral de Previdência Social, com contribuição de 5% por parte do profissional e 20% por parte da empresa.

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Além disso, as plataformas deverão oferecer seguro contra acidentes e morte, com cobertura mínima de R$ 120 mil, e garantir assistência médica durante o trabalho.

Outro ponto é a criação de locais de apoio para descanso, alimentação e higiene, em parceria com o poder público.

Transparência nas plataformas
A proposta determina que motoristas e entregadores tenham acesso prévio a informações antes de aceitar corridas ou entregas, como valor líquido, distância, trajeto e avaliação do usuário.

Também prevê que decisões automatizadas, como bloqueios por algoritmo, possam ser revisadas por humanos, além da emissão de relatórios periódicos com dados de ganhos e descontos.

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Autonomia mantida
Apesar das garantias, o texto deixa claro que não haverá vínculo empregatício entre trabalhadores e plataformas. Os profissionais poderão recusar corridas, definir sua jornada e se associar a sindicatos.

O projeto também prevê incentivos fiscais, como isenção de IPI na compra de veículos para trabalhadores que comprovarem atividade mínima anual.

Próximos passos
A proposta segue em discussão na Câmara e busca regulamentar um setor que hoje opera em um cenário considerado de insegurança jurídica, segundo parlamentares.

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