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Projeto que criminaliza misoginia avança e gera dúvidas sobre aplicação da lei

Proposta aprovada no Senado busca punir atos de ódio contra mulheres e ainda precisa passar pela Câmara
Por: Redação
5 de abril de 2026 - 7:51 AM

A aprovação no Senado de um projeto que criminaliza a misoginia provocou debate e dúvidas nas redes sociais sobre o que, de fato, pode ser considerado crime. A proposta prevê incluir a prática na mesma legislação que já enquadra o racismo, ampliando a proteção contra atos de discriminação.

Lei mira atos de ódio e discriminação

De acordo com especialistas, a medida não criminaliza opiniões ou discordâncias, mas sim condutas que envolvam ódio, desprezo ou incentivo à violência contra mulheres.

Situações do cotidiano, como discordar de uma colega de trabalho, não configuram crime. No entanto, atitudes como impedir promoção profissional por motivo de gênero ou incentivar agressões podem ser enquadradas na nova legislação.

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Ofensas isoladas nem sempre serão punidas

A proposta estabelece que nem toda ofensa individual será considerada crime. O enquadramento ocorre quando há caracterização de discurso de ódio direcionado às mulheres como grupo.

Exemplos incluem falas que incentivem violência extrema ou justifiquem agressões, situações que passam a ser passíveis de punição.

Aplicação depende de investigação e decisão judicial

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A eventual punição não será automática. Cada caso deverá ser analisado individualmente, com direito à defesa e avaliação do Judiciário. O texto também prevê possibilidade de recurso.

Projeto ainda precisa ser aprovado em outras etapas

Para entrar em vigor, a proposta ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados e ser sancionada pela Presidência da República.

Contexto de aumento da violência contra mulheres

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O avanço da proposta ocorre em meio ao aumento dos casos de violência de gênero no país. Dados recentes apontam crescimento nos registros de feminicídio, o que reforça a necessidade de medidas de proteção.

Tema também mobiliza debates locais

A discussão sobre violência contra a mulher também tem reflexo em cidades do interior, onde campanhas de conscientização e serviços de apoio buscam ampliar a proteção às vítimas e incentivar denúncias.

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