O governo do Irã afirmou que está disposto a encerrar o conflito com Israel e os Estados Unidos, desde que receba garantias de que novos ataques não voltarão a acontecer. A declaração foi feita pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, durante conversa com o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
Exigência por garantias é condição central
Segundo o líder iraniano, há disposição para pôr fim à guerra, mas apenas se forem atendidas condições consideradas essenciais pelo país. Entre elas, está a criação de mecanismos que impeçam a repetição de ações militares.
A fala reforça a posição do Irã em meio às tentativas diplomáticas de conter a escalada do conflito, que já deixou milhares de mortos e ampliou a instabilidade internacional.
Negociações seguem sob tensão
Apesar dos sinais de abertura para diálogo, o cenário ainda é de incerteza. Autoridades americanas indicam que os próximos dias serão decisivos para o avanço das negociações.
Ao mesmo tempo, o governo dos Estados Unidos mantém uma postura de pressão. O presidente Donald Trump chegou a ameaçar novos ataques a instalações energéticas iranianas caso não haja avanços rápidos nas conversas.
Outro ponto sensível é o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa grande parte do petróleo mundial. A liberação da região é uma das exigências americanas.
Conflito completa mais de um mês sem trégua
A guerra envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos ultrapassou a marca de um mês sem sinais concretos de cessar fogo. O conflito tem provocado impactos diretos na economia global, especialmente nos preços de energia e commodities.
Mesmo com a intensificação dos esforços diplomáticos, analistas avaliam que o desfecho ainda depende de concessões de ambos os lados, o que mantém o cenário de instabilidade no curto prazo.





