O governo dos Estados Unidos divulgou um relatório com críticas a práticas comerciais do Brasil, incluindo o funcionamento do Pix, a tributação sobre importações de pequeno valor, conhecida como “taxa das blusinhas”, e falhas no combate à pirataria. O documento foi publicado nesta semana e retoma questionamentos já apresentados anteriormente por autoridades americanas.
No caso do Pix, os EUA alegam que o sistema pode favorecer instituições nacionais em detrimento de empresas estrangeiras de pagamentos eletrônicos. Segundo o relatório, há preocupação de que o Banco Central conceda tratamento preferencial à ferramenta, especialmente ao exigir sua adoção por instituições com grande número de contas.
Outro ponto criticado é a política tarifária brasileira. O documento menciona a cobrança de 60% sobre remessas internacionais de pequeno valor e afirma que a falta de previsibilidade nas tarifas dificulta a atuação de exportadores americanos no país.
A questão da pirataria também aparece no relatório, com destaque para a Rua 25 de Março, em São Paulo, citada como exemplo de mercado com alta incidência de produtos falsificados. Os EUA afirmam que, apesar de avanços, ainda há desafios na fiscalização e na aplicação de penalidades eficazes contra esse tipo de prática.
O governo brasileiro foi procurado para comentar o conteúdo, mas ainda não havia se manifestado até a publicação do relatório.
Impactos e contexto
As críticas fazem parte de uma análise mais ampla sobre barreiras comerciais globais e podem influenciar relações econômicas entre os dois países. O tema também dialoga com debates internos no Brasil sobre regulação de plataformas digitais, comércio exterior e combate à informalidade.





