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Remédios podem ter reajuste de até 3,81% a partir de abril

Percentual funciona como teto definido pelo governo e não implica aumento automático; impacto varia conforme tipo de medicamento e mercado
Por: Redação
1 de abril de 2026 - 10:15 AM

Os preços dos medicamentos vendidos no Brasil podem sofrer reajuste de até 3,81% a partir desta semana, conforme resolução publicada pelo governo federal. O índice foi definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), responsável por estabelecer os limites de preços no país.

O reajuste não é automático e depende da decisão das farmacêuticas, que podem aplicar aumentos menores ou até não reajustar determinados produtos.

Como funciona o reajuste
A resolução estabelece três níveis de aumento, que variam conforme características do mercado de cada medicamento:

Nível 1: até 3,81%
Nível 2: até 2,47%
Nível 3: até 1,13%
Em geral, medicamentos com maior concorrência, como genéricos, tendem a ter teto mais alto de reajuste. Já produtos com menos concorrência ficam nos níveis mais baixos.

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Neste ano, o reajuste médio autorizado ficou em até 2,47%, considerado o menor patamar em quase duas décadas e abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses.

Aumento não é imediato
Apesar da autorização, os preços não sobem automaticamente. As farmacêuticas definem se e quando aplicar o reajuste, respeitando os limites estabelecidos.

Além disso, o repasse pode ocorrer de forma gradual ao longo dos próximos meses, o que significa que nem todos os medicamentos terão aumento ao mesmo tempo.

Impacto varia para o consumidor
O efeito do reajuste depende do tipo de medicamento e da frequência de uso. Pacientes que utilizam remédios de forma contínua, como para hipertensão ou diabetes, tendem a sentir mais o impacto ao longo do tempo.

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Por outro lado, a concorrência entre marcas, a oferta de genéricos e políticas comerciais de farmácias, como descontos e programas de fidelidade, podem reduzir o preço final pago pelo consumidor.

O modelo brasileiro mantém controle sobre os preços, com definição de valores máximos tanto para a indústria quanto para o varejo, o que limita aumentos acima dos tetos estabelecidos.

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