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PicPay é investigado por uso indevido de dados de servidores do DF

Empresa teria enviado ofertas de crédito sem autorização e realizado descontos milionários em folha
Por: Redação
27 de março de 2026 - 7:58 AM

O PicPay é alvo de questionamentos após suposto uso indevido de dados pessoais de servidores públicos do Distrito Federal para oferta de crédito consignado. A empresa teria enviado mensagens com propostas de antecipação salarial sem autorização prévia dos trabalhadores.

Segundo informações apuradas, a fintech realizou descontos que somam cerca de R$ 81,7 milhões nos salários de servidores, por meio de contrato firmado com a Secretaria de Economia do DF. O acordo permitia a oferta de empréstimos com desconto direto em folha.

Servidores relataram surpresa ao receber mensagens de oferta, afirmando que não forneceram seus dados à empresa. Em resposta, a Secretaria de Economia informou que não compartilha informações pessoais com empresas privadas e que segue as regras da Lei Geral de Proteção de Dados.

O Tribunal de Contas do Distrito Federal determinou, em fevereiro de 2026, a suspensão de novos descontos relacionados ao serviço do PicPay. A decisão foi tomada após identificação de cobrança de taxa, prática considerada irregular para esse tipo de operação.

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De acordo com o tribunal, a legislação prevê que operações consignadas com desconto em folha não devem envolver custos adicionais ao servidor. A presença de taxas, mesmo que em modalidades opcionais, foi apontada como irregularidade.

O volume de descontos cresceu de forma significativa em pouco tempo. Em 2024, foram cerca de R$ 11,7 milhões. Já entre janeiro e agosto de 2025, o valor chegou a aproximadamente R$ 70 milhões.

O caso segue sob análise dos órgãos de controle e pode ter desdobramentos administrativos e judiciais.

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