Estados Unidos e Irã apresentaram propostas diferentes para encerrar a guerra no Oriente Médio, que se aproxima de um mês de duração. Um plano com 15 pontos foi enviado por Washington e rejeitado por Teerã, que afirmou que só encerrará o conflito quando suas próprias condições forem atendidas.
A proposta dos Estados Unidos inclui exigências relacionadas ao programa nuclear iraniano, como o compromisso de não desenvolver armas nucleares, a limitação de mísseis e o fechamento de instalações de enriquecimento de urânio. O plano também prevê o fim do apoio a grupos aliados na região e medidas de segurança no Estreito de Ormuz.
Em contrapartida, o governo norte americano indicou que pode suspender sanções econômicas e apoiar o desenvolvimento de um programa nuclear com fins civis no Irã.
O Irã rejeitou publicamente a proposta e classificou o plano como excessivo e distante da realidade. Segundo autoridades iranianas, o país apresentou uma contraproposta com cinco condições, entre elas o fim dos ataques, garantias de que o conflito não será retomado e reparações pelos danos causados durante a guerra.
As exigências iranianas também incluem o reconhecimento de sua soberania sobre o Estreito de Ormuz e o encerramento das hostilidades em toda a região, incluindo grupos aliados.
Apesar da rejeição oficial, há sinais de negociações em andamento nos bastidores. Fontes indicam que o Irã não descartou totalmente o diálogo e busca incluir outros países e atores regionais em um eventual acordo.
Enquanto isso, o conflito continua com impactos militares e econômicos. A instabilidade na região tem afetado o mercado global de energia e pressionado o preço do petróleo, com reflexos em diversos países.





