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Estresse contínuo pode aumentar risco de doenças cardiovasculares

Especialistas explicam como a tensão diária afeta o coração e destacam a importância da prevenção
Por: Redação
25 de março de 2026 - 1:26 PM

O estresse, frequentemente associado apenas a fatores emocionais, também provoca efeitos diretos no organismo e pode comprometer a saúde cardiovascular. A condição ativa respostas fisiológicas que impactam o funcionamento do coração e dos vasos sanguíneos.

Segundo o médico Adriano Faustino, especialista em metabologia e medicina funcional, o estresse atua diretamente no sistema cardiovascular por meio de alterações hormonais.

Resposta do corpo ao estresse

Quando o organismo permanece em estado constante de alerta, há ativação do sistema nervoso simpático. Esse processo eleva a liberação de hormônios como cortisol e adrenalina.

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Como consequência, ocorre aumento da pressão arterial, inflamação dos vasos e danos ao endotélio, camada interna responsável pela integridade das artérias.

Essas alterações estão associadas ao desenvolvimento de doenças como infarto e outras complicações cardíacas.

Impactos no coração

O estresse pode afetar o sistema cardiovascular de duas formas principais.

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A primeira é o efeito crônico, caracterizado pela exposição prolongada a níveis elevados de hormônios do estresse. Esse cenário contribui para hipertensão, inflamação e disfunções metabólicas.

A segunda forma ocorre em episódios agudos. Situações intensas podem desencadear respostas imediatas, como aumento súbito da pressão arterial e espasmos nas artérias, elevando o risco de eventos como infarto, especialmente em pessoas com histórico de vulnerabilidade cardiovascular.

Dados sobre o problema

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil, com cerca de 400 mil óbitos por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia.

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Além de fatores tradicionais, como sedentarismo e tabagismo, estudos indicam que o estresse e a saúde mental têm papel relevante no aumento do risco cardiovascular.

Pesquisas internacionais apontam que níveis elevados de estresse estão associados a maior incidência de infarto e acidente vascular cerebral.

Fatores associados

O estresse também influencia comportamentos que aumentam o risco de doenças cardíacas, como:

Tabagismo
Alimentação inadequada
Sedentarismo
Ganho de peso

A combinação desses fatores potencializa os impactos negativos no organismo.

Prevenção e controle

Especialistas indicam que a gestão do estresse é parte fundamental da prevenção cardiovascular.

Medidas como prática regular de atividade física, sono adequado, acompanhamento psicológico e adoção de hábitos saudáveis contribuem para reduzir os efeitos do estresse no organismo.

O monitoramento desses fatores pode auxiliar na redução do risco de doenças e na promoção da saúde a longo prazo.

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