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Anvisa analisa novos medicamentos com semaglutida após queda de patente

Fim da exclusividade do Ozempic abre caminho para concorrentes no Brasil, mas aprovação ainda depende de análises rigorosas de segurança
Por: Redação
22 de março de 2026 - 12:44 PM

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisa atualmente oito medicamentos à base de semaglutida, substância utilizada no tratamento de diabetes e obesidade. O movimento ocorre após a queda da patente do Ozempic e do Wegovy, o que abriu espaço para a entrada de novos produtos no mercado brasileiro.

Ao todo, 17 pedidos foram protocolados junto à agência reguladora. Desses, cinco já estão em análise, três estão em fase avançada, aguardando respostas das empresas, e nove ainda não começaram a ser avaliados. A expectativa do setor é que ao menos uma nova opção chegue ao mercado até junho deste ano.

Avaliação rigorosa e prazos
As farmacêuticas com processos mais adiantados incluem EMS, Ávita Care e Cristália. Elas estão na fase chamada de “exigências”, quando a Anvisa solicita informações adicionais para verificar a segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos.

Entre os pontos analisados estão estudos de imunogenicidade, controle de impurezas e validação dos métodos de produção. Segundo a agência, a semaglutida é um composto complexo, situado entre medicamentos sintéticos e biológicos, o que exige uma avaliação mais detalhada e demorada.

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O que muda com o fim da patente
Com a queda da patente, outras empresas passam a poder produzir medicamentos com a mesma substância. No entanto, isso não significa a chegada imediata de versões mais baratas.

Diferente de remédios comuns, a semaglutida não terá versões genéricas, já que se trata de um medicamento biológico. As novas opções serão similares, mas não idênticas.

A tendência é de redução gradual de preços com o aumento da concorrência, embora ainda não haja previsão de queda imediata.

Acesso e SUS
Por enquanto, os medicamentos com semaglutida seguem fora do Sistema Único de Saúde (SUS). Avaliações anteriores apontaram que a incorporação poderia gerar custos de até R$ 8 bilhões por ano.

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O Ministério da Saúde, no entanto, não descarta reavaliar o tema futuramente, especialmente com a possível redução de preços após a entrada de novos concorrentes.

A Anvisa segue analisando os pedidos, e o avanço das aprovações deve definir o ritmo de entrada desses novos medicamentos no mercado brasileiro.

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