Os preços do petróleo recuaram com força nesta segunda-feira, 16 de março, em meio à perspectiva de liberação de reservas estratégicas e a tentativas de normalizar o escoamento da commodity na região do Estreito de Ormuz. Apesar da queda, o barril do tipo Brent, referência global, encerrou o dia ainda acima da marca de US$ 100.
No fechamento, o Brent caiu 2,84% e foi cotado a US$ 100,21 por barril, na Intercontinental Exchange. Durante o pregão, a cotação chegou a operar abaixo desse patamar. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, recuou 5,28%, fechando a US$ 93,50 por barril, na New York Mercantile Exchange.
A queda foi influenciada por fatores que ajudaram a reduzir parte da tensão sobre a oferta global. Entre eles, a retomada do carregamento de petróleo no Porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, terminal considerado estratégico por estar fora do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de transporte de petróleo do mundo.
Outro ponto acompanhado pelo mercado foi a declaração do Irã de que o fluxo de petróleo segue normal em seu principal terminal de exportação, na ilha de Kharg, atingida por explosões no fim de semana. Ainda assim, o tráfego pelo Estreito de Ormuz continua praticamente interrompido, o que mantém o cenário de incerteza.
Analistas avaliam que, mesmo com uma eventual reabertura da passagem, a normalização completa das operações pode levar semanas. Por isso, embora o mercado tenha reagido com alívio nesta sessão, a volatilidade segue elevada.
Bolsas sobem com recuo da commodity
A queda do petróleo também repercutiu nos mercados financeiros. Em Nova York, os principais índices acionários avançaram, impulsionados pela redução da pressão sobre os custos de energia e pela percepção de menor risco imediato para a economia.
O S&P 500 subiu cerca de 1%, enquanto o Dow Jones avançou aproximadamente 0,8%. Já o Nasdaq Composite teve alta próxima de 1,2%.
Guerra no Oriente Médio mantém investidores em alerta
Mesmo com o recuo desta segunda-feira, o conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel continua sendo o principal fator de risco para os preços da energia. As tensões militares no Oriente Médio seguem alimentando preocupações sobre novas interrupções na oferta global de petróleo.
Com a guerra entrando na terceira semana, o mercado permanece atento a qualquer novo desdobramento que possa afetar a produção, o transporte e a exportação da commodity.





