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Selic cai para 14,75% após primeira redução desde 2024, mas guerra freia novos cortes

Banco Central adota postura cautelosa diante de incertezas no cenário internacional, especialmente com conflito no Oriente Médio
Por: Redação
19 de março de 2026 - 8:26 AM

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir a taxa básica de juros, a Selic, de 15% para 14,75% ao ano. O corte de 0,25 ponto percentual, anunciado na quarta feira (18), marca a primeira queda desde maio de 2024.

Apesar do início do ciclo de redução, o Banco Central indicou que não há previsão de novos cortes no curto prazo, citando a guerra no Oriente Médio como principal fator de incerteza.

Guerra impacta decisões econômicas
No comunicado oficial, o Copom mencionou o conflito internacional como elemento de risco para a inflação e para a condução da política monetária. A alta do petróleo, que já ultrapassa US$ 100 por barril, pressiona os preços de combustíveis e pode afetar toda a cadeia produtiva.

“O cenário atual é caracterizado por forte aumento da incerteza”, destacou o Banco Central, ao justificar a necessidade de cautela nas próximas decisões.

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Inflação e atividade econômica
Mesmo diante das incertezas, o Copom avaliou que o corte é compatível com a estratégia de controle da inflação, cuja meta é de 3,3% no médio prazo.

A redução também considera os efeitos acumulados de juros elevados sobre a economia, que já mostram sinais de desaceleração.

Avaliação do mercado
Analistas apontam que a decisão reflete um equilíbrio entre o controle da inflação e a necessidade de estimular a atividade econômica.

Para especialistas, o conflito no Oriente Médio pode influenciar diretamente o ritmo de novos cortes. Caso a crise se intensifique, a tendência é de manutenção dos juros em patamar elevado por mais tempo.

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Por outro lado, uma redução das tensões internacionais pode abrir espaço para novas quedas da Selic ao longo dos próximos meses.

Impactos para a população
A Selic influencia diretamente o custo do crédito, financiamentos e investimentos. Com a queda, há expectativa de redução gradual nos juros cobrados ao consumidor, embora esse movimento dependa das condições do mercado.

A próxima reunião do Copom deve trazer novos indicativos sobre os rumos da política monetária, especialmente diante da evolução do cenário internacional.

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