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Trump reúne líderes da direita latino americana em cúpula nos EUA; Lula fica fora do encontro

Reunião chamada de “Escudo das Américas” ocorre na Flórida e busca aproximar países alinhados aos Estados Unidos em estratégia para conter influência da China na região.
Por: Redação
11 de março de 2026 - 8:21 AM

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou no sábado (7) uma reunião com líderes latino americanos alinhados ao seu governo em Doral, na Flórida, marcando o lançamento de um novo grupo político chamado Escudo das Américas. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva não foi convidado para o encontro.

A cúpula ocorreu em um resort e campo de golfe de propriedade de Trump e reuniu governantes e lideranças políticas identificadas com a direita no continente. Entre os convidados estavam o presidente da Argentina, Javier Milei, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, e José Antonio Kast, presidente eleito do Chile.

Segundo a Casa Branca, o objetivo do grupo é fortalecer a cooperação entre países considerados aliados estratégicos dos Estados Unidos no hemisfério ocidental.

Estratégia geopolítica
De acordo com o governo americano, o Escudo das Américas pretende promover ações conjuntas para combater crime organizado, narcotráfico e imigração ilegal, além de reduzir interferências externas na região.

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Analistas internacionais avaliam que a iniciativa também faz parte de uma estratégia maior do governo Trump para conter a influência da China na América Latina, reforçando a presença política e econômica dos Estados Unidos no continente.

Durante o encontro, os líderes devem assinar um documento chamado Carta de Doral, que afirma o compromisso dos países participantes em garantir que os destinos políticos da região sejam definidos sem interferência estrangeira.

Exclusão de governos de esquerda
Além do Brasil, outros governos identificados com a esquerda latino americana também ficaram fora da reunião. Não foram convidados representantes do México, governado por Claudia Sheinbaum, da Colômbia, liderada por Gustavo Petro, nem da Venezuela, representada por Delcy Rodríguez.

A ausência desses países reforça o caráter ideológico da iniciativa, que reúne principalmente governos alinhados ao campo conservador da política regional.

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Influência chinesa na América do Sul
Nos últimos anos, a presença econômica da China na América Latina cresceu de forma significativa. Dados citados por analistas indicam que, atualmente, a maioria dos países da América do Sul negocia mais com a China do que com os Estados Unidos, com exceção de Paraguai e Colômbia.

O avanço chinês na região tem preocupado setores do governo americano, que apontam inclusive projetos estratégicos, como investimentos em infraestrutura e tecnologia, como possíveis instrumentos de influência geopolítica.

O novo bloco articulado por Trump surge, nesse contexto, como mais uma tentativa de reforçar a liderança dos Estados Unidos no continente.

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