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Moraes manda PF intimar presidente da Unafisco após críticas ao STF

Decisão do ministro Alexandre de Moraes determina que dirigente da entidade preste esclarecimentos sobre declarações à imprensa; debatedores divergem sobre legalidade da medida
Por: Redação
20 de fevereiro de 2026 - 8:39 AM

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal intime o presidente da Unafisco Nacional, Kleber Cabral, para prestar esclarecimentos sobre declarações feitas à imprensa na quarta-feira (18). Entre as entrevistas concedidas, uma foi à CNN Brasil, na qual o dirigente afirmou não ver indícios de que um auditor fiscal investigado tenha vazado dados de ministros da Corte ou de seus familiares.

O tema foi debatido no programa O Grande Debate, da CNN Brasil, nesta quinta-feira (19). A advogada Soraia Mendes e o comentarista Vinicius Poit discutiram se críticas ao STF podem justificar uma intimação por parte das autoridades.

A decisão de Moraes ocorre no contexto de uma operação que investiga o suposto vazamento de informações envolvendo integrantes do Supremo. Além da intimação para esclarecimentos, medidas cautelares foram adotadas contra servidores da Receita Federal alvos da investigação.

Durante o programa, Soraia Mendes afirmou que as declarações do presidente da Unafisco estão amparadas pelo direito constitucional à livre manifestação. Segundo ela, não haveria fundamento para convocação apenas em razão de críticas públicas.

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Analisando as entrevistas, não tem como sustentar que alguém seja intimado em função de uma manifestação de seu direito, que é um direito constitucionalmente garantido de crítica”, disse.

Ela também destacou que Kleber Cabral se manifestou como representante de uma entidade de classe, e não apenas como indivíduo, ao comentar o caso.

Vinicius Poit concordou com a avaliação e classificou a medida como autoritária. Para ele, a intimação não se justifica diante do teor das declarações. “Não justifica intimação. Isso é, na minha opinião, abuso de poder, autoritarismo”, afirmou.

O comentarista também criticou as medidas cautelares aplicadas a servidores investigados, apontando o que considera desproporcionalidade nas ações.

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A determinação do ministro Alexandre de Moraes e as reações às declarações ampliam o debate sobre os limites entre liberdade de expressão, críticas institucionais e a atuação do Judiciário em investigações que envolvem órgãos públicos.

O STF ainda não se manifestou oficialmente sobre as declarações feitas no programa. O caso segue sob apuração da Polícia Federal.

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