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Desfiles do Grupo Especial de SP começam com atrasos, desmaio e briga no Anhembi

Sete escolas desfilaram na sexta feira, 13 de fevereiro, em uma abertura marcada por problemas técnicos e ocorrências nos bastidores
Por: Redação
14 de fevereiro de 2026 - 9:19 AM

A primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, realizada na sexta feira, 13 de fevereiro, no Sambódromo do Anhembi, foi marcada por atrasos no cronograma, um desmaio durante apresentação e uma discussão que terminou com a saída de uma modelo da pista. Sete agremiações passaram pelo sambódromo em uma programação que avançou pela madrugada.

Mocidade Unida da Mooca abre a noite
A Mocidade Unida da Mooca foi a responsável por abrir os desfiles. Em sua estreia na elite do carnaval paulistano, a escola apresentou o enredo “Gèlèdés – Agbara Obinrin”, desenvolvido pelo carnavalesco Renan Ribeiro e pela enredista Thayssa Menezes.

O desfile teve como destaque a bateria Chapa Quente, que se apresentou diante da arquibancada monumental. No entanto, problemas de evolução obrigaram alas a acelerarem o passo para evitar estouro do tempo regulamentar.

Antes da entrada na avenida, a modelo conhecida como Mulher Pera discutiu com integrantes da diretoria por ter chegado com fantasia diferente da prevista. A escola ofereceu outro posto no desfile, mas ela recusou participar em posição de menor destaque e relatou o episódio nas redes sociais.

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A agremiação também contribuiu para o atraso da programação após água jorrar de uma alegoria que simulava chuva.

Colorado do Brás destaca comissão de frente
A Colorado do Brás foi a segunda a se apresentar, com o enredo “A bruxa está solta! Senhoras do saber renascem na Colorado”. O desfile ocorreu sem registros de problemas relevantes.

A comissão de frente, que encenou um ritual com caldeirão, foi um dos pontos altos. Uma alegoria com referências a personagens ligadas ao universo das bruxas também chamou atenção. A atriz Fabi Bang participou da apresentação caracterizada como Glinda, do musical “Wicked”.

Dragões da Real e Tatuapé mantêm favoritismo
Terceira escola da noite, a Dragões da Real levou ao Anhembi o enredo “Guerreiras Icamiabas: Uma lendária história de força e resistência”. A apresentação foi considerada tecnicamente correta e reforçou o favoritismo da escola ao título.

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Na sequência, a Acadêmicos do Tatuapé desfilou com o enredo “Plantar para colher e alimentar, tem muita terra sem gente, tem muita gente sem terra!”. Assim como a Dragões, a escola apresentou desfile consistente.

No entanto, um dos carros alegóricos derramou óleo na pista, aumentando o atraso da programação. A equipe técnica da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo utilizou areia para garantir segurança às agremiações seguintes. Com isso, a Rosas de Ouro entrou na avenida quase uma hora após o horário previsto.

Rosas de Ouro enfrenta problemas
Atual campeã do carnaval paulistano, a Rosas de Ouro aguardou na concentração cantando sambas de seu repertório. Antes de iniciar o desfile, um integrante da comissão de frente desmaiou e ficou fora da apresentação.

Como o componente representava um dos elementos do zodíaco, tema do enredo deste ano, a escola poderá perder pontos nos quesitos comissão de frente e enredo nas quatro cabines de julgamento.

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A agremiação já inicia a apuração com menos meio ponto por não ter entregue no prazo a pasta destinada aos jurados. A soma das ocorrências pode comprometer o desempenho na classificação final, prevista para terça feira, 17 de fevereiro.

Vai Vai desfila com o dia claro
Com os atrasos acumulados, o Vai Vai entrou na avenida já na manhã de sábado, 14 de fevereiro. A escola da Bela Vista apresentou o enredo “Em cartaz: A saga vencedora de um povo heroico no apogeu da vedete da Pauliceia”.

O desfile foi marcado pela presença da comunidade, embora quesitos plásticos, como alegorias e fantasias, tenham recebido avaliações negativas.

Barroca Zona Sul encerra com dificuldades
Encerrando a primeira noite, a Barroca Zona Sul levou para a avenida o enredo “Oro Mi Maió Oxum”, em homenagem à orixá Oxum.

A escola enfrentou problemas no recuo da bateria e abriu um espaço considerável à frente de uma das alegorias. Uma fonte cenográfica apareceu desligada e, no último carro, houve lançamento de água na pista, o que dificultou a evolução da rainha de bateria Juju Salimeni, à frente da bateria Tudo Nosso, comandada pelo mestre Fernando Negão.

A apuração das notas definirá as escolas que disputarão o título e aquelas que brigarão contra o rebaixamento ao Grupo de Acesso 1.

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