A Prefeitura de Piracicaba segue mobilizada na tentativa de resgatar uma capivara que apresenta um artefato preso ao corpo. Desde o dia 29 de janeiro, equipes da Divisão de Proteção Animal realizam monitoramento constante e tentativas de captura com o objetivo de retirar o objeto e garantir o bem-estar do animal.
A capivara tem sido avistada em diferentes pontos da região da avenida Cruzeiro do Sul, mas não permanece em um local fixo. Por se tratar de uma espécie silvestre que vive em bandos e possui grande mobilidade, o animal muda de área com frequência, o que dificulta as ações de resgate.
Comportamento dificulta captura
Segundo a Prefeitura, o principal desafio está no comportamento arredio da capivara. De acordo com o veterinário e gerente da Divisão de Proteção Animal, Mauricio Etechebere, o animal percebe rapidamente a aproximação das equipes e foge para o rio, que fica a menos de 1,5 metro dos locais onde costuma ser visto.
“Nessas condições, não é possível realizar a sedação com segurança. O uso de armadilhas também depende de autorização de órgãos ambientais, como o Ibama, o que inviabiliza a adoção imediata desse método”, explicou o veterinário.
Monitoramento continua
Mesmo com as dificuldades, a Divisão de Proteção Animal mantém o acompanhamento diário da capivara, avaliando o comportamento e buscando o momento mais adequado para a captura. A prioridade, segundo a administração municipal, é realizar o resgate de forma segura, sem risco ao animal, às equipes envolvidas ou à população.
A Prefeitura reforça que as tentativas continuam e que todas as ações seguem critérios técnicos e legais, respeitando as normas de proteção à fauna silvestre.





