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Piloto é preso dentro de avião em Congonhas suspeito de integrar rede de exploração sexual infantil

Homem de 60 anos foi retirado da aeronave já preparada para voo após confirmação de ordem judicial; operação também prendeu mulher acusada de intermediar abusos contra as próprias netas.
Por: Redação
9 de fevereiro de 2026 - 12:02 PM

O piloto Sérgio Antonio Lopes, de 60 anos, foi preso na manhã desta segunda feira (9) dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, suspeito de exploração de pornografia infantil e estupro de vulnerável. A prisão ocorreu no momento em que a aeronave já estava pronta para decolagem, após as autoridades solicitarem um piloto de emergência com a confirmação da ordem judicial.

O homem foi retirado da aeronave e detido ainda na área operacional do aeroporto. A ação faz parte da Operação Apertem os Cintos, deflagrada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga uma rede criminosa de exploração sexual infantil atuante há pelo menos oito anos.

Investigação aponta crimes reiterados
Segundo as investigações, o piloto frequentava motéis com menores de idade, utilizando documentos falsos, e é suspeito de armazenar e comercializar material de pornografia infantil. Até o momento, a polícia identificou três vítimas, com idades de 11, 12 e 15 anos.

Durante a operação, também foi presa em Guararema, no interior paulista, uma mulher de 55 anos, suspeita de ter recebido dinheiro pela chamada “venda” das próprias netas, de 10, 12 e 14 anos, ao piloto.

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Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão e oito de busca e apreensão contra integrantes da organização criminosa.

Companhia aérea se manifesta
Em nota, a Latam informou que o voo envolvido operou normalmente após a retirada do piloto, com a substituição imediata da tripulação. A empresa afirmou ainda que abriu apuração interna e que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Crimes e proteção às vítimas
A Polícia Civil destacou que as investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e novas vítimas, além de mapear a extensão da rede criminosa. Os nomes das vítimas são mantidos em sigilo, conforme determina a legislação, para garantir sua proteção.

O caso reacende o alerta para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes, que devem ser denunciados de forma anônima pelos canais oficiais, como o Disque 100.

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