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Quem são os astronautas que levarão a humanidade de volta à Lua após mais de 50 anos

Missão Artemis II marca novo capítulo da exploração espacial e terá quatro tripulantes em viagem histórica ao redor do satélite natural
Por: Redação
5 de fevereiro de 2026 - 3:11 PM

Mais de meio século após a última missão tripulada à Lua, a humanidade está prestes a retomar a exploração do satélite natural da Terra. A missão Artemis II, da NASA, representa o próximo passo desse retorno e deve levar quatro astronautas a uma jornada inédita ao redor da Lua, em um voo de aproximadamente 10 dias.

A missão será realizada a bordo do SLS, um super foguete de quase 100 metros de altura, com potência equivalente à de 17 aviões a jato, transportando a cápsula Orion. Inicialmente prevista para fevereiro, a missão foi adiada para março, após a identificação de um vazamento de hidrogênio líquido durante testes técnicos, segundo a agência espacial americana.

Os tripulantes da Artemis II
Reid Wiseman – o comandante
Veterano da NASA, Reid Wiseman já passou seis meses na Estação Espacial Internacional. Agora, assume o comando da Artemis II e será responsável por conduzir a tripulação na viagem mais distante já realizada por seres humanos a partir da Terra. Para ele, a missão representa “o momento mais inspirador da carreira”.

Victor Glover – o piloto
Piloto da cápsula Orion, Victor Glover fará história ao se tornar o primeiro homem negro a viajar em direção à Lua. Com experiência como piloto de testes e astronauta da ISS, ele será responsável por manobras críticas da nave durante o trajeto.

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Christina Koch – a engenheira e pioneira
Recordista de permanência feminina no espaço, Christina Koch será a primeira mulher da história a participar de uma missão lunar. Engenheira, ela destaca o caráter técnico de sua atuação e define a missão como um privilégio histórico.

Jeremy Hansen – o primeiro canadense
Representando a Agência Espacial Canadense, Jeremy Hansen será o primeiro astronauta do Canadá a viajar até a região lunar. Ex piloto de caça e instrutor, ele integra o grupo que realizará a órbita do lado oculto da Lua.

Treinamento intenso e riscos da missão
Desde 2023, os quatro astronautas passam por treinamentos rigorosos, que incluem simuladores da cápsula Orion — um espaço de apenas 9 metros cúbicos — além de exercícios em jatos supersônicos, estudos de geologia em ambientes extremos e treinamentos submersos em águas profundas.

Na fase final, a tripulação entrou em quarentena, procedimento obrigatório para evitar qualquer risco biológico durante o lançamento.

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Um marco para o futuro da exploração espacial
O ponto mais crítico da missão ocorrerá quando a nave cruzar o lado oculto da Lua, região onde não há comunicação por rádio com a Terra. Nesse momento, a Orion estará a cerca de 7 mil quilômetros além da Lua, superando o recorde estabelecido pela Apollo 13, em 1970.

A Artemis II só foi possível após o sucesso da Artemis I, missão não tripulada que testou a segurança da cápsula Orion e retornou à Terra em dezembro de 2022. A nova missão é vista como essencial para preparar futuros pousos lunares e a exploração humana de Marte.

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