Pela primeira vez desde o início do conflito na Faixa de Gaza, Israel reconheceu oficialmente que mais de 70 mil palestinos morreram no território. A informação foi divulgada pela imprensa israelense e atribuída às Forças de Defesa de Israel (IDF), representando uma mudança significativa na posição adotada até então pelo governo do país.
Até o momento, autoridades israelenses vinham contestando os números divulgados pelo Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas, além de dados apresentados por organizações independentes. Com a nova admissão, os números se aproximam das estimativas que já vinham sendo apontadas por fontes locais e internacionais.
Segundo o governo de Gaza, entre 65% e 70% das vítimas são mulheres e menores de 18 anos, incluindo um grande número de crianças. Israel não detalhou o perfil das vítimas ao reconhecer o total de mortes.
A divulgação ocorre em meio a um impasse nas negociações para um cessar-fogo duradouro e para o desarmamento do Hamas. Apesar do anúncio de um cessar-fogo em outubro do ano passado, os bombardeios continuaram, resultando em mais de 450 mortes adicionais, de acordo com o Hamas.
Nos últimos dias, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o grupo estaria disposto a se desarmar, o que poderia abrir caminho para uma nova fase de negociações. A declaração, no entanto, foi negada por um porta-voz do Hamas, que afirmou não haver qualquer acordo ou diálogo nesse sentido.
O cenário segue marcado por instabilidade, divergência de versões e dificuldades para avançar em uma solução diplomática para o conflito.





