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EUA avaliam ataques a lideranças do Irã para incentivar protestos contra o regime

Segundo fontes ouvidas pela agência, objetivo seria enfraquecer forças de segurança iranianas e estimular manifestantes após repressão violenta
Por: Redação
30 de janeiro de 2026 - 9:22 AM

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia ordenar ataques direcionados contra líderes e forças de segurança do Irã como forma de incentivar novos protestos e criar condições para uma possível mudança de regime no país, segundo informações de fontes do governo norte-americano ouvidas pela agência Reuters.

De acordo com a reportagem, a estratégia em análise envolveria atingir comandantes e instituições iranianas consideradas responsáveis pela repressão recente, com o objetivo de dar confiança aos manifestantes para ocupar prédios públicos e estruturas ligadas ao governo e à segurança do país.

As fontes afirmam que Trump ainda não tomou uma decisão final sobre o curso de ação, incluindo se irá recorrer diretamente à força militar. As discussões ocorrem após uma onda de protestos no Irã que foi reprimida pelo governo, resultando em mais de 6 mil mortes, segundo organizações não governamentais.

Além de ataques pontuais, outra opção discutida por assessores do presidente norte-americano envolveria uma ofensiva militar mais ampla, com impacto de longo prazo. Esse cenário incluiria bombardeios contra mísseis balísticos iranianos, que poderiam ser usados em retaliações contra aliados dos EUA no Oriente Médio, ou ainda novas ações contra os programas de enriquecimento nuclear de Teerã.

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O Irã, por sua vez, tem se mostrado resistente a negociar restrições ao seu programa de mísseis, que considera essencial para sua estratégia de dissuasão, especialmente em relação a Israel.

A recente mobilização de um porta-aviões dos Estados Unidos e navios de apoio para o Oriente Médio ampliou a capacidade operacional de Washington para uma eventual ação militar.

No entanto, autoridades árabes e diplomatas ocidentais também demonstraram preocupação com os efeitos da estratégia. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, há o receio de que ataques externos possam enfraquecer os protestos internos, em vez de estimular uma mobilização maior da população.

Para Alex Vatanka, diretor do Programa Irã do Instituto do Oriente Médio, os protestos têm mostrado coragem, mas enfrentam limitações.

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“Sem deserções militares em larga escala, as manifestações seguem heroicas, porém em desvantagem numérica e de armamento”, avaliou.

O tema se soma às pressões de Washington por um novo acordo nuclear com o Irã, enquanto Teerã responde com ameaças e mantém postura de confronto diante das declarações do governo norte-americano.

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