O Brasil encerrou 2025 com a criação de 1.279.498 empregos formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Apesar do resultado positivo, o número representa uma queda de 23,7% em relação a 2024, quando foram abertas 1.677.575 vagas com carteira assinada, apontando uma desaceleração no mercado de trabalho.
O saldo do Caged é calculado a partir da diferença entre admissões e desligamentos e considera ajustes feitos pelo ministério com declarações entregues fora do prazo e revisões de dados de meses anteriores.
Mesmo com o ritmo mais lento, todas as 27 Unidades da Federação registraram saldo positivo de empregos ao longo do ano. São Paulo liderou a geração de vagas, com 311.228 novos postos (+2,17%), seguido por Rio de Janeiro, com 100.920 (+2,60%), e Bahia, com 94.380 (+4,41%). Já os maiores crescimentos proporcionais foram observados no Amapá (8,41%), Paraíba (6,03%) e Piauí (5,81%).
Dezembro fecha no vermelho
Em dezembro de 2025, o mercado de trabalho formal apresentou retração, com o fechamento de 618.164 vagas, resultado de 1.523.309 admissões e 2.141.473 desligamentos. A variação mensal foi de -1,26%, considerada compatível com o padrão histórico do mês, que tradicionalmente registra saldo negativo devido a fatores sazonais.
Todos os cinco grandes setores da economia tiveram desempenho negativo no último mês do ano. O setor de serviços liderou as perdas, com 280.810 vagas fechadas, seguido pela indústria (-135.087), construção civil (-104.077), comércio (-54.355) e agropecuária (-43.836).
No recorte estadual de dezembro, todos os estados apresentaram saldos negativos, com destaque para São Paulo (-224.282), Minas Gerais (-72.755) e Paraná (-51.087).
Salários
O salário médio real de admissão em dezembro foi de R$ 2.303,78, uma redução de 0,51% em relação a novembro. Na comparação com dezembro de 2024, porém, houve aumento real de 2,55%, indicando ganho no poder de compra dos trabalhadores admitidos no período.
Os dados reforçam que, embora o mercado de trabalho brasileiro siga gerando empregos, o ritmo de crescimento perdeu força em 2025, especialmente no segundo semestre do ano.





