O procurador-geral da República, Paulo Gonet, determinou o arquivamento do pedido apresentado por deputados federais que solicitavam o afastamento do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), da relatoria do caso que investiga fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
A solicitação foi protocolada pelos deputados Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC), após a divulgação de que Toffoli viajou para Lima, no Peru, para assistir à final da Copa Libertadores de 2025 no mesmo voo particular de um advogado que atua na defesa de um dos investigados no caso.
Segundo a Procuradoria-Geral da República, o pedido foi arquivado porque a mesma questão já é objeto de análise no STF, a partir de uma representação semelhante apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE). Dessa forma, a PGR entendeu que não há providências adicionais a serem adotadas neste momento.
Em despacho, Paulo Gonet afirmou que a apuração segue em curso no Supremo, com atuação regular do Ministério Público.
“Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento”, registrou.
A viagem ocorreu em 28 de novembro de 2025, um dia antes da final da Libertadores, disputada entre Flamengo e Palmeiras. No mesmo dia do voo, Toffoli foi sorteado relator de um recurso relacionado ao Banco Master no STF. No jatinho estavam o empresário Luiz Oswaldo Pastore, o advogado Augusto Arruda Botelho, defensor do diretor de compliance do banco, Luiz Antônio Bull e o ex-deputado Aldo Rebelo.
A interlocutores, Toffoli afirmou que não houve qualquer conversa sobre o processo durante a viagem e que o recurso apresentado pelo advogado ao Supremo ocorreu apenas após o retorno ao Brasil. O STF informou que não irá se manifestar sobre o caso.





