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Lula e Xi Jinping reforçam defesa do multilateralismo em conversa telefônica

Presidentes destacam papel de Brasil e China como forças de estabilidade global diante de tensões internacionais
Por: Redação
23 de janeiro de 2026 - 8:29 AM

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone, na quinta-feira (22/01), com o presidente da China, Xi Jinping, em meio a um cenário internacional marcado por instabilidade e disputas geopolíticas. Durante o diálogo, os dois líderes defenderam o fortalecimento do multilateralismo e o papel central das Nações Unidas na promoção da paz e da cooperação entre os países.

Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, Xi Jinping afirmou que, em um mundo “tumultuado”, Brasil e China exercem papel relevante como forças de estabilidade e devem atuar conjuntamente em defesa da paz, da equidade e da justiça internacionais. O presidente chinês também ressaltou a importância de aprofundar a parceria estratégica entre os dois países.

Sem citar diretamente os Estados Unidos, Xi destacou que Brasil e China precisam “se manter do lado correto da história”, reforçando a necessidade de cooperação global baseada em regras multilaterais. Lula, por sua vez, tem reiterado a defesa de uma ordem internacional mais equilibrada e do protagonismo de organismos multilaterais.

A conversa ocorreu um dia após o presidente norte-americano Donald Trump anunciar, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, a criação de um Conselho da Paz liderado pelos EUA. A iniciativa gerou reações cautelosas na comunidade internacional por ser vista como uma possível tentativa de enfraquecer o papel da ONU. Brasil e China foram convidados a integrar o novo órgão, mas até o momento não confirmaram adesão.

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Aliados do presidente brasileiro avaliam que o contato com Xi Jinping sinaliza um alinhamento político entre Brasília e Pequim em defesa do sistema internacional baseado nas Nações Unidas. O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, já classificou a proposta norte-americana como uma possível ameaça ao funcionamento da ONU, posição que converge com a manifestação do governo chinês.

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