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Louvre passa a cobrar ingresso mais caro de turistas não europeus e medida gera críticas

Novo valor entrou em vigor nesta quarta-feira (14) e será destinado a obras de modernização do museu, segundo o governo francês
Por: Redação
16 de janeiro de 2026 - 10:06 AM

O Museu do Louvre, em Paris, começou a cobrar um valor mais alto no ingresso de turistas de fora da Europa, decisão que tem provocado críticas de visitantes estrangeiros. Desde quarta-feira (14), quem não pertence ao Espaço Econômico Europeu passou a pagar 32 euros, o equivalente a cerca de R$ 200, para acessar o museu mais visitado do mundo.

O reajuste representa um aumento de aproximadamente 45% em relação ao valor anterior e estabelece uma diferença de 10 euros a mais em comparação aos visitantes europeus, que seguem pagando 22 euros. A medida atinge turistas de países fora da União Europeia, além de Islândia, Liechtenstein e Noruega.

Entre os visitantes que criticaram a mudança está a brasileira Márcia Branco, que classificou a diferenciação como injusta. Segundo ela, turistas de países com menor poder econômico acabam sendo penalizados.

“Venho de um país menos rico e estou pagando muito mais. Não acho justo”, afirmou em entrevista à agência France Presse.

Outros turistas da América Latina também demonstraram insatisfação. A uruguaia Pamela González destacou que, além do ingresso mais caro, os visitantes estrangeiros já enfrentam custos elevados com passagens e hospedagem, agravados pela taxa de câmbio.

“Quem vem de longe acaba pagando muito mais por tudo”, reclamou.

Apesar das críticas, alguns visitantes consideraram o valor aceitável. O australiano Kevin Flynn afirmou que os preços são semelhantes aos praticados em museus de outros países europeus, como Itália e Malta.

O governo francês justificou a mudança afirmando que a arrecadação extra, estimada entre 20 e 30 milhões de euros por ano, será utilizada na modernização do Louvre. O museu recebeu cerca de nove milhões de visitantes no ano passado e, segundo o Ministério da Cultura, precisa de investimentos em infraestrutura.

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Além do Louvre, outros pontos turísticos de Paris, como a Sainte-Chapelle e a Conciergerie, também adotaram recentemente tarifas diferenciadas conforme a origem dos visitantes. A prática, no entanto, é incomum na Europa e nos Estados Unidos e tem sido alvo de críticas de sindicatos do Louvre, que classificam a medida como ofensiva do ponto de vista social e humano.

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