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Trump anuncia tarifa de 25% a países que mantêm relações comerciais com o Irã

Medida entra em vigor imediatamente e amplia pressão econômica sobre Teerã em meio a protestos e ameaças de ação militar
Por: Redação
13 de janeiro de 2026 - 1:59 PM

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira, 12, a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos de países que mantêm relações comerciais com o Irã. Segundo o republicano, a medida passa a valer de forma imediata, embora não tenha sido detalhado quais critérios serão usados para definir o que caracteriza “fazer negócios” com o país do Oriente Médio.

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que qualquer nação que mantenha vínculos comerciais com a República Islâmica do Irã será taxada em todas as transações realizadas com os Estados Unidos. Ele classificou a decisão como definitiva e sem possibilidade de revisão.

A iniciativa amplia a pressão internacional sobre o governo iraniano, que enfrenta uma onda de protestos internos iniciada no fim de dezembro e que já entra na terceira semana. A insatisfação popular tem sido impulsionada pela crise econômica, pela queda do valor da moeda local e pela inflação elevada.

A China é atualmente o principal parceiro comercial do Irã, seguida por países como Iraque, Emirados Árabes Unidos, Turquia e Índia. O Brasil também mantém relações comerciais com Teerã. De acordo com dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as exportações brasileiras para o Irã somaram US$ 2,9 bilhões em 2025, com destaque para milho não moído e soja. Já as importações foram bem menores, totalizando US$ 84,6 milhões, principalmente em adubos e fertilizantes.

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O Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento foram procurados para comentar os possíveis impactos da decisão americana sobre o comércio brasileiro, mas ainda não se manifestaram.

A nova tarifa foi anunciada dias após Trump ameaçar uma intervenção militar caso o governo iraniano continuasse reprimindo protestos com violência. A Casa Branca confirmou que opções militares seguem em avaliação, incluindo possíveis ataques aéreos.

Segundo a agência HRANA, especializada em direitos humanos, quase 500 manifestantes e dezenas de agentes de segurança morreram desde o início das manifestações. Fontes ouvidas pela BBC indicam que o número real de vítimas pode ser ainda maior. Milhares de pessoas também teriam sido presas.

Um apagão nacional de internet, em vigor desde a semana passada, dificulta a checagem independente das informações. Veículos internacionais, incluindo a BBC, seguem impedidos de atuar dentro do país.

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Especialistas apontam que as sanções internacionais, somadas à má gestão econômica e à corrupção, agravaram a crise no Irã. A inflação supera 40%, enquanto o rial atingiu níveis historicamente baixos frente ao dólar, encarecendo itens básicos como alimentos e combustíveis.

A Casa Branca ainda não divulgou detalhes adicionais sobre a aplicação das tarifas nem a lista de países que podem ser diretamente afetados.

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