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Complexo Aquático de Piracicaba permanece interditado e entra no segundo ano sem atividades

Espaço público está fechado desde janeiro de 2025 por falhas estruturais, tem obras paradas e é alvo de processo administrativo para apurar responsabilidades.
Por: Redação
6 de janeiro de 2026 - 2:33 PM

O Complexo Aquático Dr. Samuel de Castro Neves, em Piracicaba, completa em janeiro de 2026 um ano desde a nova interdição causada por problemas estruturais. O local segue fechado, com obras paralisadas, enquanto a Prefeitura de Piracicaba conduz um processo administrativo para apurar possíveis irregularidades na última reforma realizada no espaço.

Fundado em 1976, o complexo já havia passado por um longo período de fechamento entre 2018 e 2022 para reformas. Após a reabertura, no entanto, voltou a apresentar falhas estruturais, o que levou a administração municipal a interditar novamente as piscinas no início de 2025, alegando risco aos frequentadores.

Antes do fechamento, cerca de mil pessoas participavam de atividades como natação e hidroginástica no local.

Situação atual do espaço

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Em vistoria realizada nesta terça feira (6), a equipe da EPTV constatou água parada, formação de lodo nas piscinas e ausência de limpeza, cenário semelhante ao registrado em julho de 2025. À época, vazamentos e infiltrações já haviam sido apontados como problemas recorrentes.

Segundo a prefeitura, as piscinas foram fechadas em janeiro de 2025 justamente por apresentarem falhas estruturais persistentes. Em nota, o município afirmou que reformas anteriores “apenas maquiaram os problemas” e informou que, entre 2010 e 2020, foram abertas sete licitações, com gasto aproximado de R$ 2,25 milhões, sem solução definitiva.

Reformas e responsabilização

A maior intervenção no complexo começou em 2020, com valor licitado de R$ 1,29 milhão. A obra foi entregue em 2021 com pendências, o que levou à notificação da empresa responsável para ajustes. O espaço foi reaberto em 2022, mas os problemas continuaram.

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“Como havia risco aos usuários, a atual administração decidiu pelo fechamento”, informou a prefeitura. Ainda de acordo com o município, a Procuradoria Geral abriu um processo administrativo contra a empresa que executou a última reforma. O procedimento segue em andamento.

Após a interdição, no início de 2025, a empresa foi notificada e se comprometeu a apresentar uma solução definitiva. No entanto, segundo a administração municipal, foram adotadas apenas medidas consideradas insuficientes.

Laudo técnico e obras paradas

Diante do agravamento da situação, a prefeitura solicitou um laudo técnico para embasar as próximas etapas. Em julho de 2025, o município informou que as análises estavam em fase final de conclusão.

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Até o momento, as obras não foram retomadas.

“A execução está condicionada à finalização do laudo, que irá subsidiar as definições sobre as intervenções necessárias. A empresa será responsabilizada conforme a legislação vigente”, informou a prefeitura.

Atendimento aos usuários

Para minimizar os impactos do fechamento, a Secretaria Municipal de Esportes mantém, até maio de 2026, parceria com a Seção Técnica de Práticas Esportivas da Esalq USP, atendendo cerca de 80 alunos. As vagas são destinadas exclusivamente a turmas adultas, em razão da profundidade da piscina disponível.

Antes da interdição, aproximadamente 600 pessoas utilizavam o complexo em diferentes modalidades. A prefeitura afirma que busca novas parcerias com clubes e associações do município, especialmente para o segundo semestre, período de maior demanda devido às altas temperaturas.

Histórico de problemas

Em janeiro de 2025, vistorias já haviam identificado uma série de falhas estruturais, incluindo piscinas desativadas e danificadas, acúmulo de água e sujeira, rachaduras, infiltrações, portas deterioradas e problemas na casa de máquinas, onde havia vazamentos, bolor e equipamentos desligados.

O histórico de interdições é longo. Em 2018, um vazamento levou ao fechamento da principal piscina. A reforma se estendeu por mais de quatro anos, com custo aproximado de R$ 1,7 milhão. Mesmo após a reinauguração em 2022, os problemas persistiram, culminando na atual interdição, que já dura um ano.

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