A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira, 2 de janeiro de 2026, Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro. A detenção foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, sob a justificativa de descumprimento de medidas cautelares, especialmente a proibição de uso de redes sociais. O STF informou que a prisão foi mantida após audiência de custódia realizada por videoconferência.
Prisão ocorreu no Paraná
Filipe Martins foi preso em Ponta Grossa, no Paraná, e encaminhado à cadeia pública do município. A audiência de custódia ocorreu na tarde desta sexta-feira, por videoconferência, conduzida por juíza auxiliar do gabinete de Alexandre de Moraes, segundo a Agência Brasil.
Decisão aponta descumprimento de cautelares
De acordo com a decisão citada em reportagens sobre o caso, a ordem de prisão se baseou em indícios de que Martins utilizou rede social mesmo ciente da proibição imposta pelo STF. O ministro afirmou que o descumprimento indicaria desrespeito às determinações judiciais e poderia justificar o endurecimento das medidas.
Condenação e recursos
Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão pela Primeira Turma do STF no julgamento relacionado ao chamado núcleo 2, no âmbito das ações ligadas à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A condenação ainda estava sujeita a recursos, conforme registros públicos do próprio STF e reportagens recentes.
Prisão domiciliar havia sido decretada no fim de dezembro
Antes da prisão desta sexta-feira, Martins cumpria prisão domiciliar determinada por Alexandre de Moraes no fim de dezembro de 2025, em decisão relacionada à avaliação de risco de fuga de investigados e condenados.
O que diz a defesa
A defesa de Filipe Martins nega descumprimento das cautelares e afirma que a prisão seria indevida. Em declarações à imprensa, o advogado Jeffrey Chiquini disse que o cliente vinha cumprindo as medidas impostas e que a equipe jurídica avalia quais recursos serão apresentados.





