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Setor de supermercados de Piracicaba esperam alta nas vendas de fim de ano

Por: Redação
15 de dezembro de 2025 - 9:44 AM

As vendas de Natal em 2025 devem registrar crescimento de 3,7% em relação ao ano anterior, segundo pesquisa da Associação Paulista de Supermercados (Apas). O dado ganha relevância em Piracicaba porque vem acompanhado de outro fator decisivo para o consumo: o reajuste médio dos preços dos alimentos ficou abaixo de 1%, o menor patamar desde 2017. Na prática, isso significa um cenário mais previsível para as famílias e um ambiente mais favorável para o comércio local neste fim de ano.

De acordo com a Apas, ao longo de 2025 houve maior estabilidade nos preços dos alimentos, especialmente daqueles que costumam compor a ceia de Natal. Produtos que em outros anos pressionaram o orçamento, como café, arroz e azeite, apresentaram queda de preços. As carnes se mantiveram estáveis, e o azeite ficou mais barato após mudanças no imposto de importação. Em Piracicaba, essa combinação é percebida diretamente pelo consumidor no momento das compras, reduzindo a necessidade de cortes ou substituições na lista da ceia.

Com os preços mais controlados, as famílias conseguem organizar melhor o orçamento e se sentem mais seguras para consumir. Isso não se reflete apenas nos supermercados, mas também em outros segmentos do varejo, já que o alívio nas despesas com alimentação abre espaço para a compra de presentes e para gastos com confraternizações. Comerciantes da cidade avaliam que a estabilidade contribui para um Natal mais equilibrado, com maior fluxo de clientes e decisões de compra menos restritivas.

Um exemplo desse novo comportamento é o panetone. Tradicionalmente associado apenas ao mês de dezembro, o produto passou a ter consumo mais distribuído ao longo do ano. Entre janeiro e novembro, as vendas cresceram 12% em comparação com o mesmo período de 2024. Em Piracicaba, esse movimento ajuda os supermercados a reduzir a dependência de picos sazonais e a manter o giro de estoque de forma mais constante.

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O economista Marcos Canhada avalia que a projeção de crescimento real de 3,7% nas vendas de Natal é compatível com o cenário observado ao longo do ano. Para ele, a estabilidade dos preços dos itens típicos da ceia cria um ambiente propício para o aumento do consumo. Segundo Canhada,

“em períodos de menor pressão inflacionária, as famílias conseguem planejar melhor os gastos e tendem a comprar mais em datas comemorativas, o que favorece o varejo”.

Ele ressalta, porém, que essa desaceleração dos preços é específica aos produtos ligados ao Natal e não representa uma queda generalizada da inflação. Fatores como oferta agrícola, variação cambial, custos logísticos e a distribuição da demanda ao longo do ano influenciam diretamente esse comportamento, evitando aumentos concentrados em períodos específicos.

O economista também alerta que a manutenção desse cenário depende de condições favoráveis nos próximos meses. Safras agrícolas, custos de transporte, combustíveis e a renda das famílias serão determinantes para que a estabilidade se prolongue. Mudanças climáticas ou pressões externas podem elevar novamente os custos de produção e refletir nos preços ao consumidor em 2026. Para o Natal de 2025, no entanto, a avaliação em Piracicaba é de um momento mais favorável, com impactos positivos tanto para os consumidores quanto para os supermercados da cidade

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