A Câmara Municipal de Piracicaba aprovou, na noite desta quinta-feira (11), o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, que estima R$ 3,62 bilhões em despesas para o próximo ano. A proposta foi encaminhada pelo Executivo, votada sem emendas e aprovada em duas sessões extraordinárias.
Este será o segundo orçamento da gestão do prefeito Helinho Zanatta (PSD) e representa um crescimento de 7,6% em comparação ao orçamento de 2025, que foi de R$ 3,361 bilhões. Após a segunda votação, o projeto segue para promulgação do prefeito.
Distribuição do orçamento
Do total previsto, a administração direta concentra R$ 2,73 bilhões, enquanto a administração indireta soma R$ 887,5 milhões.
- Administração Direta
- Prefeitura: R$ 2,659 bilhões
- Câmara Municipal: R$ 71,6 milhões
- Administração Indireta
- Semae: R$ 491,1 milhões
- Ipasp: R$ 372,2 milhões
- Fumep: R$ 24 milhões
Secretarias com maiores recursos
As secretarias que recebem os maiores volumes de recursos no orçamento de 2026 são:
- Saúde: R$ 860,2 milhões
- Educação: R$ 695,6 milhões
- Obras, Infraestrutura e Serviços Públicos: R$ 441,4 milhões
- Finanças: R$ 129,6 milhões
- Segurança Pública, Trânsito e Transportes: R$ 109,6 milhões
- Assistência, Desenvolvimento Social e Família: R$ 74,8 milhões
Outras pastas, como Agricultura, Cultura, Turismo, Esportes, Administração e Governo, também tiveram seus valores definidos no projeto aprovado.
Custeio, pessoal e investimentos
A proposta estabelece que 47,93% do orçamento será destinado a despesas de custeio e 39,30% a gastos com pessoal. Para investimentos, estão previstos R$ 312 milhões, o equivalente a 8,62% do total, além de R$ 94,4 milhões reservados como reserva orçamentária.
Cenário econômico
Segundo informações da Câmara Municipal, o projeto de lei nº 330/2025 foi elaborado com base em projeções do Banco Central divulgadas em setembro, que indicavam inflação de 4,28% (IPCA), crescimento de 1,8% do PIB e taxa Selic de 12,25% ao ano.
Emendas rejeitadas
As 13 emendas apresentadas ao projeto foram rejeitadas pelo plenário, acompanhando parecer contrário da Comissão de Legislação, Justiça e Redação. De acordo com a comissão, as propostas eram incompatíveis com o Plano Plurianual (PPA) 2026–2029.





