Menu Modal Responsivo - Jornal VIA

Publicidade

Redução de pena de Bolsonaro trava na Câmara após impasse sobre relatório da anistia

Oposição cobra acesso ao texto elaborado por Paulinho da Força, que prevê diminuição da pena do ex-presidente; falta de transparência amplia tensões no Congresso
Por: Redação
5 de dezembro de 2025 - 2:59 PM

Parlamentares da oposição afirmam que ainda não tiveram acesso ao relatório do deputado Paulinho da Força, de São Paulo, que propõe reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro para 2 anos e quatro meses. A ausência do texto oficial tem paralisado as negociações e alimentado o impasse em torno do projeto que altera as punições dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, do Rio Grande do Norte, disse que não recebeu o relatório e cobrou sua divulgação. Ele argumenta que o atraso pode estar ligado a interferências externas e pressiona o relator a liberar o conteúdo para iniciar o debate. Segundo o senador, o objetivo é votar a proposta ainda neste ano, seja na Câmara ou no Senado.

Na Câmara, a insatisfação é semelhante. O deputado Luiz Lima, do Rio de Janeiro, afirmou que o partido não recebeu nenhuma versão escrita do relatório, apesar das conversas iniciais com o relator. Ele declarou que tudo ficou apenas na fala e que não houve acesso à proposta.

Paulinho da Força é o relator desde setembro. O projeto original previa anistia ampla aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro, mas ele alterou a proposta para tratar apenas da dosimetria das penas, reduzindo as condenações sem extinguir os crimes. Em entrevista, o deputado disse que a tramitação só avançará se o PL aceitar o texto sem mudanças. Segundo ele, ou a oposição aprova integralmente sua proposta ou não haverá acordo e nem votação.

📲 Acompanhe as notícias no TikTok

Embora o relatório siga sem ser apresentado, Rogério Marinho avalia que há ambiente para colocar o projeto em votação ainda neste ano. Ele afirmou estar em diálogo com os presidentes da Câmara e do Senado para viabilizar o avanço.

No Senado, parte da oposição defende que ainda é possível retomar a proposta de anistia total aos envolvidos. A senadora Damares Alves disse não ter recebido informações sobre o andamento do texto. Já a deputada Bia Kicis, do Distrito Federal, afirmou ser contrária ao enfoque na redução de penas e voltou a defender a anistia ampla, argumentando que somente o perdão total atenderia ao sentimento de injustiça apontado pelos apoiadores.

O debate ganhou força após o início do cumprimento das penas impostas aos condenados. Aliados de Bolsonaro reagiram publicamente e pediram que o Congresso acelere a avaliação das propostas em discussão.

A discussão afeta o cenário político nacional e é acompanhada por eleitores de todo o país, incluindo Piracicaba, onde o tema mobiliza grupos favoráveis e contrários à anistia. Com o Congresso em ritmo acelerado nas últimas semanas do ano, parlamentares admitem que a chance de votação existe, mas depende diretamente da liberação do relatório e da construção de um acordo mínimo entre as bancadas.

📲 Acompanhe as notícias no TikTok
×