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Câmara de SP aprova em 1º turno projeto que regulamenta mototáxi por aplicativo

Texto segue para segunda votação; exigência de placa vermelha gera divergências entre vereadores
Por: Redação
5 de dezembro de 2025 - 1:10 PM

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, na noite desta quinta-feira (4), em primeira votação, o projeto de lei que estabelece regras para o funcionamento do serviço de mototáxi por aplicativos na capital. O texto recebeu 29 votos favoráveis e nove contrários e ainda precisa passar pelo segundo turno, marcado para a próxima segunda-feira (8), às 15h.

Relatada pelo vereador Paulo Frange (MDB), a proposta cria requisitos obrigatórios tanto para os operadores das plataformas quanto para os motociclistas. Entre as exigências estão o registro da motocicleta na categoria aluguel com a chamada placa vermelha e a realização de curso específico para o transporte de passageiros.

A inclusão da placa vermelha foi um dos pontos que mais gerou discordância durante a sessão. Parte dos parlamentares considera a medida excessivamente burocrática e de pouca eficácia na segurança.

A vereadora Renata Falzoni (PSB) afirmou que não apoia essa obrigatoriedade.
“Eu não concordo com a obrigação da placa vermelha, nem as empresas, nem os condutores concordam com isso. Voto sim agora, mas votarei não na próxima sessão se isso permanecer no texto”, declarou.

O projeto também determina que as empresas sejam responsáveis pela contratação de seguro de responsabilidade civil e cobertura de sinistros.

Áreas onde a circulação ficará proibida

Caso aprovado, motos utilizadas para o serviço não poderão trafegar em:

  • corredores e faixas exclusivas de ônibus;
  • vias de trânsito rápido, como as marginais Tietê e Pinheiros;
  • regiões afetadas por eventos climáticos adversos (chuva forte, baixa visibilidade, enchentes);
  • área do Minianel Viário (Centro expandido);
  • ZMRC — Zona de Máxima Restrição de Circulação de caminhões.

Exigências para os condutores

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O cadastro do motociclista deverá seguir critérios previstos no CTB. Os requisitos incluem:

  • ter pelo menos 21 anos;
  • possuir CNH categoria A ou AB há dois anos, com anotação de atividade remunerada (EAR);
  • aprovação em curso de transporte de passageiros;
  • não ter cometido infração gravíssima nos últimos 12 meses;
  • não ter condenações por crimes como homicídio, roubo, estupro, corrupção de menores, violência contra a mulher ou crimes sexuais;
  • atuar exclusivamente por meio de pessoa jurídica;
  • estar inscrito no INSS;
  • realizar exame toxicológico com janela mínima de 90 dias.

Entenda a disputa judicial

A regulamentação ocorre após meses de impasse entre a Prefeitura e empresas de aplicativo. Desde o início de 2025, a administração municipal tentou impedir o funcionamento do mototáxi alegando falta de segurança, enquanto as plataformas afirmavam que uma lei federal autorizava o serviço.

Em setembro, o STF suspendeu a proibição e o Tribunal de Justiça de São Paulo considerou inconstitucional o decreto municipal que barrava os mototáxis, concedendo 90 dias para que a Prefeitura regulamentasse a atividade — prazo que se encerra em 11 de dezembro.

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Diante disso, Uber e 99 anunciaram que devem retomar o serviço na próxima semana.

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