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Polícia desmonta “banco paralelo” usado pelo PCC para lavar milhões em São Paulo

Operação Falso Mercúrio cumpre 54 ordens judiciais e bloqueia patrimônio milionário de grupo especializado em ocultação de dinheiro do crime organizado
Por: Redação
4 de dezembro de 2025 - 1:45 PM

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta quarta-feira (4/12) a Operação Falso Mercúrio, que desarticulou uma vasta estrutura financeira utilizada para lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação, conduzida pela 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do Deic, mobilizou cerca de 100 policiais civis e representou um dos maiores bloqueios patrimoniais já realizados pela unidade.

De acordo com as investigações, o grupo montou um verdadeiro “banco paralelo” para movimentar recursos provenientes de atividades criminosas como tráfico de drogas, estelionato e exploração de jogos de azar. A estrutura permitia a entrada e saída de grandes quantias com aparência de legalidade, mascarando a origem ilícita dos valores.

Esquema altamente profissionalizado

A rede criminosa operava de forma segmentada em três núcleos:

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  • Coletores: responsáveis por reunir o dinheiro proveniente dos crimes;
  • Intermediários: encarregados de circular e ocultar os valores;
  • Beneficiários finais: que recebiam o montante “lavado”.

Empresas de fachada, movimentações bancárias pulverizadas e operações imobiliárias eram usadas para dificultar o rastreamento. A estratégia permitia ao PCC operar à distância, reduzindo riscos e ampliando o fluxo financeiro obtido com suas atividades ilegais.

Balanço da Operação Falso Mercúrio

A ofensiva resultou em números expressivos:

Medidas cumpridas

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  • 6 mandados de prisão
  • 48 mandados de busca e apreensão

Bloqueios patrimoniais

  • 49 imóveis sequestrados
  • 3 embarcações apreendidas
  • 257 veículos com restrição judicial

Bloqueio financeiro

  • 57 contas bancárias congeladas
  • 20 pessoas físicas atingidas
  • 37 empresas envolvidas

Embora os valores totais ainda não tenham sido divulgados, o volume de bens retidos sugere movimentação milionária.

Conexão direta com o PCC

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A investigação revelou evidências sólidas de que a estrutura operava diretamente para o PCC, oferecendo serviços especializados de lavagem de dinheiro em larga escala. O sistema beneficiava desde operadores de nível intermediário até integrantes de maior influência dentro da facção.

As autoridades afirmam que a desarticulação desse “setor financeiro” representa um duro golpe na capacidade do grupo criminoso de transformar dinheiro ilegal em capital limpo etapa crucial para manutenção de suas atividades.

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