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Aprovado? Técnicos que estrearam o desafio de vídeo no Brasil avaliam experiência

Treinadores de Comercial e XV de Piracicaba analisaram a novidade implementada nas semifinais da Copa Paulista
Por: Redação
25 de setembro de 2025 - 3:47 PM

A estreia do desafio de vídeo no futebol brasileiro dividiu opiniões entre os técnicos que o utilizaram pela primeira vez. Roberval Davino, do Comercial, e Moisés Egert, do XV de Piracicaba, aprovaram a iniciativa, mas ressaltaram a necessidade de ajustes para evitar perda de tempo e polêmicas de interpretação.

O recurso foi implantado pela Federação Paulista de Futebol (FPF) nas semifinais da Copa Paulista. Cada treinador tem direito a dois pedidos de revisão durante a partida, restritos a lances de gol, pênalti, cartão vermelho direto e cartão aplicado ao jogador errado.

No empate por 1 a 1 entre Comercial e XV, disputado na noite da última sexta-feira, em Ribeirão Preto (SP), pelo jogo de ida da semifinal da Copa Paulista, Roberval fez história ao solicitar o primeiro desafio do país, em lance entre João Victor e Marcelinho. Após revisão, o árbitro marcou pênalti, convertido por Felipe Rodrigues.

O treinador ainda pediu outro desafio no fim do jogo, quando o árbitro manteve a penalidade para o XV, que marcou no último lance de jogo com Matheus Carvalho para deixar tudo igual.

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Quando o placar estava 1 a 0 para o Comercial, Egert também recorreu ao recurso para um possível pênalti a favor do XV, mas seu pedido não alterou a decisão de campo.

 

Roberval Davino: “Precisa ser ajustado”

Aos 71 anos, Roberval Davino, um dos técnicos mais experientes do futebol brasileiro, ponderou que o desafio precisa ser aprimorado para que não atrapalhe a dinâmica da partida.

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– No primeiro lance foi legal, mas vi consequências de algumas situações que vão querer levar vantagem. No final tivemos a segunda solicitação (do XV) e o jogo ficou parado quatro minutos. Então tem que ser analisado. Em consequência dessa parada, os acréscimos foram maiores. Tem vantagens e desvantagens, precisa ter um aperfeiçoamento para não se perder tanto tempo ali – comentou Roberval, que valorizou a nova ferramenta.

– Eu acho que tudo que vem para se aplicar justiça no resultado do jogo, vale a pena. Mas é importante que não se tire proveito para não se perder tanto tempo. Gosto do futebol jogado. A própria Fifa trabalha em cima de ter uns 60 minutos de bola rolando.

 

O treinador do Comercial ainda comparou a ferramenta ao VAR.

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– Esse equipamento é diferente do VAR. O VAR tem mais subsídios, pega mais ângulos, com mais câmeras. Esse, pelo seu limite, você perde mais tempo. Talvez com o VAR ali, o acréscimo tivesse sido menor. Mas sou a favor de tudo que venha para melhorar. Fico feliz de ter sido o primeiro a pedir, sem usar malandragem.

Moisés Egert: “Não gostei da arbitragem”

Já Egert elogiou a iniciativa, mas se mostrou inconformado com a aplicação em lances decisivos.

– Não gostei do Fabiano [Monteiro dos Santos], não da ferramenta. Falo do pênalti que ele deu ao Comercial. Em câmera lenta, tudo é pênalti, na velocidade do jogo, não foi pênalti, tanto que ele não deu. Eu vi o vídeo no nosso vestiário pós-jogo e foi um contato fraco, pra mim não caracterizou o pênalti. É interpretativo. O meu atleta dá o bote errado, mas não tem o pontapé, tem um leve contato e ele dobra as pernas, o Marcelinho. Ele não deu, foi revisar e voltou atrás num lance que estava certo.

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