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Pacientes denunciam falta de medicamentos e longas filas na Farmácia de Alto Custo em Piracicaba

Moradores relatam espera de até quatro horas e ausência de remédios essenciais; prefeitura e governo do Estado atribuem falhas a atrasos e responsabilidade compartilhada.
Por: Redação
3 de dezembro de 2025 - 1:43 PM

A falta de medicamentos na Farmácia de Alto Custo de Piracicaba voltou a mobilizar reclamações de pacientes e familiares que dependem de remédios contínuos para tratar doenças graves. Moradores têm relatado dificuldades para retirar itens usados em tratamentos de esquizofrenia, artrite reumatoide, diabetes, osteoporose e outras enfermidades crônicas.

Nesta terça-feira (2), usuários entrevistados pela EPTV relataram que chegam a permanecer mais de quatro horas na fila da unidade, inaugurada há cerca de uma semana. Em muitos casos, a espera termina sem que os medicamentos estejam disponíveis, obrigando os pacientes a retornarem para casa sem os itens prescritos.

A piracicabana Suzeli Corazza buscava o remédio usado pelo marido no tratamento de esquizofrenia, mas deixou a farmácia sem conseguir retirar a medicação. Ela afirmou que o medicamento, quando comprado, pode custar entre R$ 700 e R$ 1 mil, valor inviável para a família. “Ele não pode ficar sem”, disse.

Situação semelhante foi relatada por Elizangela da Silva, que precisa de medicação para artrite reumatoide, e por Jeferson Santos, que depende de insulina para o tratamento de diabetes. Ele também não conseguiu retirar o medicamento, cujo custo é de cerca de R$ 150 por caixa. O aposentado Pedro Leme, que buscava remédio para a esposa, em tratamento de osteoporose, relatou a mesma dificuldade.

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O fornecimento dos medicamentos é dividido entre Prefeitura de Piracicaba e governo do Estado de São Paulo, o que, segundo relatos, tem gerado dúvidas sobre responsabilidades e atrasos na reposição.

O que dizem Prefeitura e Estado
Em nota, a Prefeitura de Piracicaba informou que está avaliando o caso e afirmou que, com exceção da insulina glargina, os medicamentos pertencem à lista da Atenção Básica. Segundo a administração municipal, o estoque deve ser normalizado nos próximos dias.

O governo estadual, por meio da Coordenadoria de Assistência Farmacêutica, declarou que a compra da ziprasidona (40 mg e 80 mg), usada no tratamento de transtornos psiquiátricos, é responsabilidade do Ministério da Saúde, e que o Estado aguarda o repasse do item. Já medicamentos como carbonato de lítio, fenobarbital e carbamazepina são de competência da Prefeitura.

Sobre os demais itens, o Estado informou que a Farmácia de Medicamentos Especializados de Piracicaba receberia novos lotes ainda nesta terça-feira e que a unidade deve chegar a 100% de abastecimento até o fim da semana. Pacientes serão avisados assim que os produtos estiverem disponíveis para retirada.

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O Jornal Via acompanha o caso e aguarda atualizações das autoridades de saúde.

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